Crise sem fim: quatro mil funcionários de empresa offshore de Macaé são demitidos

Cerca de quatro mil trabalhadores da UTC Engenharia S.A, empresa offshore que atua em Macaé, foram surpreendidos com a triste notícia de mais uma demissão em massa na cidade nesta segunda-feira (10). Neste sábado (8), alguns trabalhadores receberam um telegrama informando sobre a demissão. Já ontem (9), a empresa mandou que praticamente todos os trabalhadores que estavam embarcado desembarcassem porque ela ia parar com as atividades.

De acordo com os trabalhadores, os profissionais que ainda estavam embarcados nesta segunda-feira também já desembarcaram e toda operação foi parada. “A UTC Engenharia já vinha dando indícios de que isso iria acontecer. Antes, o nosso pagamento caia na conta todo dia 1º. Nos últimos meses, porém, ela alegou que o salário cairia na conta todo 5º dia útil de cada mês. Isso também não aconteceu e tem gente sem pagamento até agora”, denunciou um funcionário que não quer ser identificado.

O motivo para a demissão em massa e para o encerramento das atividades em Macaé, segundo os trabalhadores, é um bloqueio de 40 milhões que a Petrobras fez. No telegrama de demissão enviado aos trabalhadores, a UTC Engenharia S.A alega “motivos técnicos, econômicos e financeiros.”

 Mais adiante, ela ressalta que, “apesar de todos os esforços nos últimos anos visando à manutenção dos postos de trabalho, a empresa comunica que está rescinde contratos a partir desta segunda-feira com aviso prévio indenizado”.

A equipe de reportagem do jornal Notícia Urbana entrou em contato com a assessoria de imprensa da Petrobras que informou que não solicitou a desmobilização do efetivo da UTC, uma vez que os contratos de prestação de serviços ainda estão vigentes e as obrigações assumidas pela companhia estão sendo regularmente cumpridas. Inclusive, a Petrobras antecipou, no último dia 5, os pagamentos à UTC previstos para o final do mês de julho. Esta antecipação foi excepcionalmente aprovada após pedido da UTC e teria como objetivo garantir o pagamento dos salários de junho dos empregados da empresa. Ainda assim, a Petrobras foi surpreendida com a decisão da UTC de desmobilização do seu efetivo a bordo.

A nota destaca ainda que as retenções parciais de recursos realizadas pela Petrobras em junho e julho de 2017 se referem a falhas da UTC na execução de serviços contratados, em 2011, com a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul. Este procedimento está de acordo com o previsto nos contratos celebrados entre as partes.

A Petrobras adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis em casos dessa natureza. Medidas contingenciais estão sendo tomadas para garantia da continuidade operacional e manutenção da segurança das instalações.

 

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