Em operação do MP contra o tráfico, policiais são baleados na Região dos Lagos

Desde as primeiras horas da madrugada desta quarta-feira (4°), o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPRJ), realiza uma operação contra o tráfico de drogas nas principais comunidades de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Além das comunidades, presídios onde alguns dos envolvidos já estão presos e residências espalhadas pela cidade estão recebendo a visita dos agentes do MP com mandados de busca e apreensão.

De acordo com as investigações realizadas pela Delegacia de São Pedro da Aldeia, desde dezembro de 2015, eles se associaram para a prática do comércio ilícito de entorpecentes na cidade. Com a colaboração de adolescentes infratores e o uso de armas de fogo, o grupo é vinculado a uma facção criminosa que atua, predominantemente, no bairro São João. Há indícios ainda de que o bando tenha ligação com o tráfico de drogas no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na capital.

Na operação, serão cumpridos mandados de prisão expedidos em nome de dez denunciados. Os mandados de busca e apreensão serão cumpridos em 20 endereços, incluindo as celas de sete denunciados que já encontram-se presos. São eles Gilliard de Lima Silveria, Osmane da Silva Aleixo, Peterson da Silva Ignácio Rosa, William de Paulo Melo Felipe, Welington Dias Colacio, Marlon Vitor Silva dos Santos e Reginaldo Silva da Costa. Os outros denunciados são Gabriel de Oliveira Araújo Da Silva, Moisés Pedra da Silva e Marco Antonio Silva da Costa.

“Colheu-se prova indiciária no sentido de que alguns denunciados, mesmo custodiados, deram continuidade às práticas criminosas, por meio de uso de celulares, situação que infelizmente é uma rotina dentro do sistema penitenciário brasileiro”, diz a decisão proferida pela 2ª Vara de São Pedro da Aldeia.

Na ação, houve resistência dos bandidos e troca de tiros com a Polícia Militar, onde dois policiais militares foram atingidos e encaminhados para o Hospital Central de Emergência, em Cabo Frio. O estado de saúde das vítimas não foi divulgado pela unidade hospitalar.

No mesmo sentido, a denúncia do MPRJ narra que a associação contava com membros inseridos no sistema carcerário estadual. “Unidades penitenciárias funcionavam como verdadeiros escritórios a serviço da criminalidade, sendo certo que os denunciados se comunicavam precipuamente por meio de linhas telefônicas, havendo verdadeira repartição de funções”, destaca o documento.

Na denúncia, o MPRJ ressalta que a quadrilha empregava violência e grave ameaça contra grupos rivais de bairros em que o tráfico de drogas era exercido por uma facção rival. Ainda de acordo com o documento, armas de fogo eram utilizadas como meio de intimidação coletiva e prática de crimes de homicídios tentados e consumados.

O MPRJ requer que eles sejam condenados pelo crime de associação para o tráfico de drogas que prevê pena de 3 a 10 anos de prisão e multa. A pena pode ser aumentada pelo fato de o crime ter o envolvimento de menores e de ter sido praticado com violência, grave ameaça e emprego de arma de fogo.

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