MPRJ realiza operação conjunta com a Polícia Civil da Bahia para desmantelar quadrilha que aplicava golpes pela internet

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Campos, iniciou no domingo (03/09) uma operação conjunta com a Delegacia de Roubos e Furtos de Eunápolis (Bahia), a partir de uma denúncia de estelionato, lavagem de dinheiro e diversas outras fraudes praticadas por uma organização criminosa na Bahia. Uma empresa sediada em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, teria sido vítima de um golpe pela internet praticado pela organização criminosa, com perdas superiores a R$ 50 mil. Quatro criminosos foram presos no município de Eunápolis, Estado da Bahia.

A organização, que se identificava como a empresa de fachada Grau Master Construções, teria adulterado a escrituração contábil e apresentado documentos que demonstrariam um vasto patrimônio e ótimas relações comerciais, inclusive a partir de notas com fornecedores nacionais, a exemplo de uma nota fiscal expedida pela Votorantim. Após solicitar o cadastro como cliente e obter a aprovação do crédito junto à empresa campista, a partir das boas referências, o “dono” da Grau Master passou a fazer pedidos comerciais, todos com pagamentos a prazo, e a recebê-los em Eunápolis e Itabela, municípios localizados na Bahia.

No último sábado (02/09), dois dias antes da última entrega prevista, o empresário campista percebeu que era vítima de um golpe pela internet ao checar o elevado número de consultas ao SERASA e suspeitar da apresentação de nota fiscal falsa da Votorantim, por ocasião do cadastro. O empresário procurou o plantão do MPRJ no último domingo e entregou ao promotor Fabiano Rangel Moreira a documentação necessária.

Após análise do material, o promotor confirmou a hipótese de estelionato em andamento e, juntamente com as autoridades do Estado da Bahia, montou uma operação no mesmo dia. Até o momento, três criminosos foram identificados e presos em Eunápolis. Existe a possibilidade do envolvimento de outros, inclusive comerciantes locais. A operação continua em andamento na cidade e outros envolvidos estão sendo identificados nos depoimentos dos criminosos presos.

Segundo o promotor Fabiano Rangel Moreira, a pena somada dos crimes praticados pode chegar a mais de 20 anos de prisão. “As evidências indicam que a quadrilha praticou o mesmo golpe em outros locais e Estados da Federação, especialmente São Paulo e Minas Gerais, atingindo algumas dezenas de empesas”, afirmou.  Também foram aplicados golpes nos estados do Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná.

 

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