Na volta do recesso, Câmara de Campos gasta mais de uma hora discutindo moção de aplausos

A volta do recesso de mais de 30 dias da Câmara de Vereadores de Campos teve de tudo: embates entre vereadores de situação e oposição, atrasos de quase duas horas, protestos e, acredite, até perda de tempo sobre se valeria uma moção de aplausos para o Procurador Geral da Casa, Robson Maciel, principal responsável por reverter os termos do contrato celebrado entre Rosinha Garotinho e a Caixa Econômica Federal, na chamada “venda do futuro”.

Vereadores da base aliada ao governo queriam que a moção fosse aprovada. Alguns vereadores de oposição, no entanto, apresentaram seus posicionamentos justificando o porquê de terem votado a favor da “venda do futuro”, o que, de acordo com a Prefeitura, essa transição “irresponsável” gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 1 bilhão em participação de royalties.

Impacientes com a demora e achando a discussão inútil, muitas pessoas protestaram. Thiago Virgílio, vereador de oposição, enalteceu a ação do governo de conseguir reverter o percentual de 30%, que poderiam ser cobrados pela Caixa, e disse que agora não dá para Rafael Diniz ficar dizer que a cidade vai parar, já que o percentual de cobrança conseguido pelo governo foi de 10%. “A situação já foi revertida. Agora, não tem como dizer que a cidade vai parar. O prefeito, que prometeu na campanha transparência, até agora não demonstrou os extratos de pagamentos desses 10% à CEF”, disse.

Thiago Godoy, vereador investigado na “Operação Chequinho” que assumiu ontem o cargo na Câmara, cobrou que Rafael Diniz corte na própria carne, antes de tomar qualquer medida em relação ao servidor. “Economizamos R$ 30 milhões só em cargos comissionados durante os dois mandatos de Rosinha. O prefeito deveria cortar da própria carne ao invés de mexer com o servidor e programas sociais”, disse.

 líder do governo na Câmara, Fred Machado defendeu a moção de aplausos: “Fizemos aqui uma moção de aplauso, mas também quero fazer uma moção de repúdio à Procuradoria Geral do Município na gestão da ex-prefeita, por não explicar aos vereadores o que eles estavam fazendo no momento em que aprovaram o empréstimo com a Caixa”, sugeriu, Fred, que alguns vereadores tivessem sido enganados.

Tanto blá blá blá para nada. O que a maioria dos presentes esperavam não aconteceu: a discussão de um possível aumento na jornada de trabalho dos servidores municipais.

 

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