Prefeito de Macaé destaca opções para investimentos na Bacia de Campos

Para atrair novos investimentos à Bacia de Campos, o prefeito de Macaé, Dr. Aluizio, destaca a necessidade de várias estratégias, após uma novidade na indústria do petróleo: produção do pré-sal na Bacia de Santos ultrapassa a marca da camada de pós-sal da região. “A Bacia de Campos hoje tem seu declínio natural. Há 30 dias, por exemplo, tínhamos uma expectativa de produção de 66% do petróleo e a Bacia de Santos, 34%. Hoje já estamos 50% a 50%. Aqui são campos maduros com um custo maior, mas ainda há óleo para se retirar até 2050”, frisa.

De acordo com Dr. Aluizio, também presidente do Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), a indústria está economizando na produção da Bacia de Campos para investir na Bacia de Santos. Ele acrescenta a necessidade de medidas como novas parcerias, compartilhamento de riscos e redução dos royalties. “Não podemos ficar esperando que essa produção caia. Em junho de 2016, produzíamos 1,6 milhão de barris de petróleo/dia. Hoje estamos com 1,3 milhão. Em um ano perdemos 20%. A queda tem um motivo simples: em 2011, tínhamos 100 sondas trabalhando no Brasil e, atualmente, são 16. Isso quer dizer que 84% da força de trabalho já não está mais em operação. A partir do momento que voltarmos a investir na Bacia de Campos, todo esse declínio acentuado será resolvido”, avalia.

Com relação à proposta de redução da taxa de royalties de 10% para 5% nos campos maduros da Bacia de Campos, o prefeito pontua que a lei 9.478/1997, artigo 47, determina que os royalties podem ser reduzidos em casos de acidentes geológicos ou queda de produção.

“A ideia é reduzir o dinheiro para o ente público e, assim, atrair investimentos na atividade de petróleo e gerar empregos. Isso é o mínimo que a região pode fazer neste momento. Nos últimos 20 anos, o faturamento com royalties e participação especial foi de R$ 400 bilhões. Precisamos ganhar um pouco menos de royalties, investir um pouco mais, e prover trabalho para a população. Só na região perdemos 40 mil empregos “, explica Dr. Aluizio, acrescentando que esteve reunido, na noite desta quarta-feira (2), com o presidente da regional Norte da Firjan, Fernando Aguiar, e recebeu apoio à proposta.

Na próxima semana, o prefeito que, recentemente se reuniu com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, irá à Agência Nacional de Petróleo (ANP), onde apresentará a proposta.

O retorno das rodadas de leilões do petróleo, em setembro, traz expectativas de bons negócios para Macaé e região. Segundo o prefeito, as novas regras são sinônimo de sucesso, já que a Petrobras não é mais operadora única, além da flexibilização do conteúdo local e outros fatores. Dr. Aluizio afirma que a regulamentação brasileira começa a se adequar com regras internacionais. “E quem ganha é toda a sociedade porque você aquece a economia como um todo. Hoje a grande demanda da força de trabalho é toda nacional, com 90% da mão de obra, e nossa região já tem toda qualificação”, revela.

 

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