Professor e escritor campista lança livro na 18ª Bienal do Rio

O professor e escrito de Campos, Gildo Henrique, irá lançar o livro “O Segredo do Capitão Garrafa e outras histórias” na próxima quarta-feira (6), na 18ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que foi iniciada na última quinta-feira (31), no RioCentro. O campista fez a obra literária inspirada também na região em que vive: ele falará de um dos distritos da cidade, Tócos. O lançamento acontecerá no Stand P18 do Pavilhão Verde.

O livro apresenta contos com narrativas sobre meados da década de 1960. “O Segredo do Capitão Garrafa”, premiado no Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho/2010, é uma metáfora de preocupações ambientalistas, com ênfase na degradação da Lagoa Feia, a segunda maior do Brasil, ao mesmo tempo em que revela a inocência da puberdade, com um passeio entre o religioso e o profano.

Seis contos estão presentes no livro: “O Segredo do Capitão Garrafa”, “Tinenti”, “Jovinha Doida”, “Filatelia”, “O Cinema, a Lupa e o Tempo” e “Um Pé de Tamarindo”.

A obra literária de Gildo promete ser uma das grandes atrações da 18ª Bienal. Com competência e conhecimento, o autor fez um conteúdo muito interessante que certamente chamará a atenção dos leitores.

Contos do livro

Tinenti revive um importante momento de transição na história do Brasil: no dia da morte de Tancredo Neves, presidente eleito e não empossado em 1985, jornalista marca entrevista com oficial do Exército Brasileiro. Enquanto aguarda o encontro, vive reminiscências do início da Ditadura militar, quando o Capitão Francisco, seu entrevistado e amigo de infância, já demonstrava sua tenência durante as algazarras próprias da garotada.

Jovinha Doida é personagem marcante na localidade. Uma mulher surge, sem paradeiro e sem parentes, pelas ruas e cercanias do distrito, provocando a população com atitudes nada convencionais. Enquanto jogam sinuca, rapazes relembram fatos da velha caduca em sua juventude. Premiado no Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho/2014.

Filatelia, conto escolhido para publicação pela revista Correio Filatélico da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, é uma reflexão sobre colecionadores e a busca da felicidade a partir da reunião de objetos similares, como tijolos de uma obra interminável, ao mesmo tempo em que acentua o contraste entre o camponês e o urbanóide, uma referência ao papa-goiaba e a linguagem própria da região.

O cinema, a lupa e o tempo: uma casa em escombros e o reencontro com um passado em que o cinema da pacata localidade acalentava sonhos pueris. Sem dinheiro para bilhetes, a curiosidade da gurizada era o lixão no centro de um terreno e que continha preciosidades: pedaços cortados de películas cinematográficas que apresentavam problemas durante a semana.

Um pé de tamarindo: Diplomata aposentado resolve voltar ao cenário de sua infância. Nunca mais consegue retornar do labirinto em torno de uma velha árvore.

 

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