Psicóloga explica ataques de raiva como no caso que terminou em tragédia em Macaé

No último fim de semana, a empresária Raquel Melo Mota foi brutalmente assassinada a facadas em Macaé depois de uma briga de trânsito. A suspeita de ter cometido o crime tem, segundo a polícia, um temperamento explosivo e raivoso tendo, inclusive, antecedentes criminais de tentativas de homicídios motivados por supostos ataques de raiva e explosões em Fortaleza e no Rio de Janeiro.

Para saber até que ponto esse sentimento é normal, quando precisa ser tratado e quais são as formas de tratamento, o jornal Notícia Urbana ouviu a psicóloga Fernanda Rangel.

Confira!

“Quem nunca teve um ataque de raiva que atire a primeira pedra. A raiva, assim como a alegria, tristeza e amor convivem dentro de nós e cabe a cada um administrar esses sentimentos da melhor maneira. O que não podemos jamais permitir é que um sentimento seja mais forte e presente que os demais, pois desta forma ficamos desequilibrados e propensos a diversos fatores negativos. A raiva é a dificuldade de lidar com frustrações. Ela pode aparecer também quando nos sentimos ameaçados ou inseguros e também pode acumulamos os sentimentos ao ponto de explodir, seria o famoso “engolir sapo”. Todos nós sentimos raiva, a diferença é a forma como expressamos ou administramos esse sentimento dentro de nós.

 O estresse no trabalho, o caos no transito, acumulo de tarefas, cansaço físico ou emocional, esses e outros fatores podem levar uma pessoa a ter um ataquede raiva, mas devemos ficar atentos quando esse episódio se repete com frequência e sem um motivo mais grave aparente, é importante procurar a ajuda de um profissional, pois pode se tratar de algum  transtorno psicológico, que dependendo do caso recomenda-se acompanhamento psiquiátrico, onde é ministrado medicamentos para controlar o humor, onde o psicólogo irá atuar também no controle da psicoeducação.  A associação do tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico é fundamental para diminuir e evitar a recorrência de explosões de raiva.

Quando devo procurar Ajuda?

Quando os ataques de raiva começam a prejudicar o convívio social, quando afeta a vida profissional, quando a pessoa se envolve em brigas frequentes, quando são hospitalizadas com frequência com ferimentos decorrentes de acidentes e lutas e quando se envolvem constantemente em acidentes automobilísticos.

Como evitar ataques de Raiva?

Identificar os gatilhos de sua raiva. Identificar a origem desta raiva. Identificar novas formas de perceber a situação, e por fim, desenvolver novas atitudes de enfrentamento das adversidades da vida.

Reconhecer que precisa de ajuda, já é um grande passo, mas é preciso parar e refletir se as pessoas a sua volta ou ambiente onde convive não estão de algum modo reforçando ou até sendo um gatilho para que esses ataques de raiva aconteçam, se ao refletir perceber que “sim”, é hora de mudar. Se for necessário, mude de emprego, de casa, abandone hábitos destrutivos, pensamentos, lembranças, livre-se de coisas e pessoas, deixe a bagagem pesada e siga em frente apenas com o que for necessário e te traga paz”.

 

1 Comment

  • Sandra Reply

    21 de novembro de 2017 at 15:43

    É má índole!! ela é foragida da justiça por ter agredido outra mulher!!

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