Rodoviários de Campos não voltam ao trabalho, e transporte clandestino faz bandalha no Centro da cidade

Mesmo após decisão judicial, os rodoviários que estão em greve em Campos não voltaram ao trabalho. Mais uma vez, quem dependeu do transporte público na manhã desta quarta-feira (11) ficou horas aguardando por um coletivo que não chegou.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários de Campos, em algumas empresas, os rodoviários estão sem pagamento há quase três meses. Moradores de bairros como Penha, Goitacazes, Farol, Santa Rosa, Guarus, Tapera e Ururaí estão sem ônibus há quase uma semana.

O funcionário de uma empresa que, com medo de sofrer represália não quis se identificar, contou que só eles só voltarão ao trabalho depois que o pagamento for efetuado. “Não vamos voltar, mesmo com ordem judicial. A justiça não se preocupa se estamos tendo ou não o que comer dentro de casa. Por isso, não vamos voltar”, disse.

Enquanto os empresários não pagam os rodoviários e eles, por sua vez, não respeitam a ordem judicial, carros de transporte clandestino fazem uma verdadeira bandalha em frente à Praça São Salvador, no Centro da cidade. A reportagem do jornal Notícia Urbana flagrou veículos de passeio parando no meio da rua e colocando passageiros além da capacidade permitida pela Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A ação gerou revolta em alguns passageiros e aprovação por parte de outros. “Isso é um absurdo. Depois de um dia de trabalho, a gente ter que se espremer feito uma sardinha dentro de um carro desses”, disse a passageira Luana de Freitas, moradora de Guarus.

Outro passageiro aprovou a irregularidade. “Infelizmente, não tem ônibus e as pessoas precisam se locomover. As vans só passam cheias. Acho que o pessoal desempregado que tem carro, tem mais é que fazer isso mesmo”, disse um idoso que pediu para não ser identificado.

O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte informou que ações de fiscalização do transporte irregular tiveram início em março deste ano através de operações conjuntas com o IMTT, onde foram realizadas mais de 600 abordagens. O cronograma de operações vem sendo constantemente reavaliado para que a atuação seja cada vez mais eficaz.

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