Uma importante definição política para as eleições de 2026 tomou forma na última segunda-feira (30), em Campos. Após uma reunião de três horas na icônica residência da família na Lapa, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e seu filho, o atual prefeito Wladimir Garotinho (PL), alinharam um plano que pode evitar o confronto direto nas urnas: o pai deve concorrer a uma vaga no Senado, enquanto o filho buscará um mandato como deputado federal.
A viabilidade desse arranjo ganhou força após a recente decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que livrou Anthony Garotinho de condenações referentes à Operação Chequinho. Com os direitos políticos preservados, o ex-governador volta a ser peça central no tabuleiro fluminense.
Além da disputa de outubro, Garotinho cogita participar de uma eventual eleição direta para “governador-tampão” do Rio de Janeiro, caso o STF assim determine. Essa disputa serviria como um termômetro de sua força eleitoral antes de focar na campanha para senador.
A estratégia de dividir as frentes — um para o Legislativo estadual/federal e outro para o Senado — resolve um dilema familiar e político. Em declarações anteriores ao blog Opiniões, Garotinho já havia sinalizado que a candidatura ao Senado pelo Republicanos seria a forma ideal de não dividir votos com Wladimir, caso ambos optassem pela Câmara dos Deputados.
Apesar de a possibilidade de ambos concorrerem a deputado federal ainda não estar 100% descartada, o encontro na Lapa deixou essa hipótese consideravelmente mais distante.
Presenças no Encontro
Além de pai e filho, participaram da reunião figuras estratégicas do grupo político:
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Thiago Virgílio (Podemos): Presidente da Codemca.
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Thiago Ferrugem (PL): Chefe de gabinete da Prefeitura de Campos.
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Juninho Virgílio (Podemos): Vereador.
O cenário agora aponta para uma marcha unificada do clã Garotinho, tentando consolidar sua influência tanto no interior quanto na capital e no Congresso Nacional.









