A gestão do governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exonerou 250 servidores da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade desde que assumiu após a saída de Cláudio Castro. O atual secretário da pasta, Rodrigo Mascarenhas, explicou que a medida faz parte de uma revisão completa iniciada após o término da gestão anterior de Bernardo Rossi. Segundo Mascarenhas, a maior parte dos demitidos foi identificada como funcionário “fantasma”, pois essas pessoas não possuíam acesso aos sistemas internos da secretaria nem apresentavam qualquer evidência de atuação administrativa real. Logo no primeiro dia de trabalho da nova gestão, foram cortados 82 cargos.
Além do corte de pessoal, a reforma administrativa extinguiu duas subsecretarias inteiras: a de Manutenção de Áreas Verdes Urbanas e a subsecretaria que era comandada por Thamires Rangel, nomeada aos 19 anos por Cláudio Castro. Thamires é filha do deputado estadual Thiago Rangel, que foi preso pela Polícia Federal em maio por suspeitas de fraudes em contratos na área da Educação. O secretário afirmou que essas estruturas não possuíam projetos, ações ou funções práticas, servindo apenas para abrigar cargos comissionados de pessoas que não trabalhavam de verdade na secretaria. Ao todo, 51 servidores ligados a essas duas áreas foram dispensados.
Por outro lado, os envolvidos rebatem as acusações da atual liderança. A ex-subsecretária Thamires Rangel declarou ter recebido com estranheza as falas da nova gestão e garantiu que atuou com dedicação e compromisso no cargo, ressaltando que os resultados de seu trabalho podem ser comprovados por meio de suas redes sociais. Já o ex-secretário Bernardo Rossi defendeu sua administração negando veementemente a existência de funcionários fantasmas e cobrou que acusações graves como essa sejam acompanhadas de provas concretas.










