A audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Campos para debater a grave crise no atendimento oncológico do município terminou sob forte clima de indignação e protesto. O esvaziamento do debate por parte do Governo do Estado gerou revolta no plenário, já que nem o Secretário Estadual de Saúde e nem o Superintendente Estadual de Regulação de pacientes com câncer compareceram para prestar esclarecimentos sobre a situação na região.
A ausência das principais autoridades responsáveis pela gestão das vagas e pelo fluxo da oncologia fluminense foi recebida como uma afronta pelos parlamentares, profissionais de saúde e familiares de pacientes que acompanhavam a sessão. Diante das cadeiras vazias destinadas aos representantes do Estado, o vereador Anderson de Matos subiu à tribuna e, revoltado com o descaso, caracterizou a ausência da cúpula da saúde como uma profunda falta de respeito com o povo de Campos. O parlamentar destacou o drama de quem depende do sistema público, pontuando que a população não pode continuar desamparada enquanto o câncer avança na fila da regulação.
O debate havia sido convocado com caráter de urgência para discutir a lentidão crônica na liberação de consultas e exames, além da ameaça iminente de colapso nos hospitais locais que prestam o serviço pelo SUS. Sem a presença do governo estadual para responder aos questionamentos e pactuar soluções financeiras e operacionais, os vereadores agora articulam formalizar uma representação junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para exigir que a Secretaria de Estado de Saúde responda formalmente pela falta de assistência ao município.









