A corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados ganhou contornos definitivos em Campos com a realização das recentes convenções partidárias. O cenário que se desenha para o pleito de outubro recupera e intensifica históricas rivalidades da política campista, colocando no mesmo tabuleiro figuras conhecidas que já compartilharam palanques no passado, mas que hoje disputam o mesmo eleitorado no Norte Fluminense.
Entre os nomes que já tiveram suas candidaturas chanceladas pelas legendas está o do ex-prefeito Wladimir Garotinho, oficializado pelo Partido Liberal. Na busca por espaço em Brasília, ele terá pela frente o confronto direto com o deputado Caio Vianna, confirmado pelo PSDB. Embora já tenham integrado o mesmo grupo político anos atrás, a aliança ruiu e deu lugar a um embate direto que atingiu o ápice na disputa pela Prefeitura de Campos em 2020. Outro concorrente chancelado é o vereador Leon Gomes, pelo PDT, que também fez parte da base governista municipal antes de romper com o grupo de Wladimir para construir uma trajetória independente na política regional.
A definição do quadro eleitoral campista ficará completa na próxima sexta-feira, quando o União Brasil realiza sua convenção para formalizar a candidatura da delegada Madeleine Dykeman. Madeleine emergiu como figura de destaque no cenário local ao liderar a oposição a Wladimir na eleição municipal de 2024. Desde então, a delegada reorganizou suas alianças políticas, incluindo o rompimento com o grupo dos irmãos Bacellar, que havia sustentado sua candidatura majoritária anterior.
Com o início oficial das campanhas, o pleito parlamentar em Campos promete ultrapassar os debates programáticos tradicionais. O embate nas urnas funcionará como um acerto de contas de episódios recentes da política local, estendendo as divergências das últimas eleições municipais e já antecipando o redesenho das forças que disputarão o poder regional nos próximos anos.









