A partir desta quarta-feira (9), a população das localidades ao norte de Campos dos Goytacazes enfrentará um acréscimo de dois reais nas passagens de vans e micro-ônibus. O reajuste foi estabelecido pelos próprios permissionários do transporte alternativo que cobrem a região, em resposta à elevação nos custos da praça de cobrança da BR-101.
Com a alteração de valores, passageiros que utilizam o bilhete eletrônico e se dirigem a destinos como Santo Eduardo, Conselheiro Josino, Santa Maria, Vila Nova, Murundu, Palmares, Mutuca/Divisa e Morro do Coco passam a ter uma tarifa subsidiada de R$ 5,50. Nesses casos, R$ 3,50 são debitados do cartão e a diferença de R$ 2,00 é paga diretamente ao motorista via dinheiro ou transferência instantânea. Já para quem opta por pagar a tarifa cheia, sem o benefício da bilhetagem, os preços variam conforme o trecho, partindo de R$ 9,00 para Conselheiro Josino e podendo alcançar R$ 18,50 no trajeto com destino a Santo Eduardo.
A medida é justificada pelos trabalhadores do Setor C como inevitável para não interromper a prestação do serviço público. De acordo com a liderança da categoria, o valor repassado aos motoristas permaneceu estagnado nos últimos anos, enquanto a tarifa da concessionária da rodovia acumulou alta expressiva de 60% no mesmo intervalo, incluindo o reajuste mais recente de 44%. Como os veículos comerciais realizam travessias diárias pela praça de pedágio, o custo operacional atingiu patamares insustentáveis, chegando a ultrapassar vinte reais por viagem nos modelos de maior porte.
A categoria informa ainda que a decisão foi tomada de forma autônoma pelo setor e cobra soluções definitivas da prefeitura municipal. Representantes do transporte alternativo alegam que reuniões com o poder público não resultaram em apoio concreto até o momento e relembram que a promessa de negociar a isenção do pedágio para os veículos de transporte de passageiros se arrasta há anos sem efetivação.









