Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter vencido na maioria numérica das nações que concluíram a apuração, Flávio Bolsonaro abriu uma vantagem expressiva no total absoluto de votos computados no exterior. Nas seções já finalizadas em 31 países, o candidato do PL soma 32.319 votos, enquanto o atual presidente registra 21.999 sufrágios. O resultado oficial consolidado de todas as seções fora do país será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral a partir das 17h, no horário de Brasília.
O motor da expressiva vantagem de Flávio Bolsonaro foi o Japão, onde o candidato obteve 24.601 votos, frente a apenas 5.222 destinados a Lula. O postulante do PL também superou o adversário em colégios eleitorais estratégicos do Oriente Médio, Ásia e Europa, liderando a votação em locais como Emirados Árabes Unidos (659 votos a 469), Israel (523 a 92), Grécia (230 a 196), Catar (173 a 147), Taiwan (107 a 77), Tailândia (51 a 40), Filipinas (33 a 26) e Finlândia (33 a 26).
Em contrapartida, Lula acumulou vitórias na maioria dos países individualmente, garantindo o primeiro lugar em 22 das 31 nações apuradas até o momento. O petista registrou sua votação mais expressiva fora do Brasil na Austrália, onde obteve 4.562 votos contra 2.579 de Flávio, e na Palestina, com 1.078 votos contra 46 do rival. Lula também ficou à frente na China (367 a 203), Nova Zelândia (234 a 64), Singapura (190 a 92), Estônia (142 a 19) e Coreia do Sul (123 a 72), além de vencer em locais como Arábia Saudita, Egito, Malásia, Quênia, Chipre e Kuwait.
Toda a operação do pleito fora do território nacional é gerenciada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, que distribuiu 1.282 urnas eletrônicas para 186 cidades espalhadas por 134 países. A votação correu de forma eletrônica na quase totalidade das seções, com exceção de Moscou, na Rússia, que precisou utilizar cédulas de papel após o equipamento eletrônico ter ficado retido em Madri por complicações logísticas. As atenções agora se voltam aos maiores colégios eleitorais no exterior, situados nos Estados Unidos e em Portugal, cujas apurações definirão o cenário final das urnas fora do Brasil.









