A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para apurar a conduta da procuradora municipal de Macaé, Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro. A investigação foi motivada por publicações veiculadas nas redes sociais em que a servidora direcionou ofensas a nordestinos, mineiros e apoiadores de partidos de oposição, além de sugerir que empregadores não contratassem trabalhadores dessas regiões e grupos.
O episódio gerou manifestações institucionais e repercutiu no meio político local. A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu nota de repúdio ressaltando que a liberdade de manifestação não se sobrepõe ao respeito aos direitos fundamentais e não autoriza atitudes discriminatórias com base em origem regional, classe social ou convicção política. Na Câmara Municipal de Macaé, parlamentares usaram a tribuna para condenar o teor das declarações e cobrar providências administrativas.
Em nota oficial, a Prefeitura de Macaé declarou que as opiniões expressas pela servidora possuem caráter estritamente pessoal e não refletem os princípios ou o posicionamento institucional da administração pública. O Executivo municipal informou ainda que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral do Município para a análise de eventuais medidas disciplinares. O Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou acionamento ao Ministério Público e à Ouvidoria-Geral do Município pedindo a apuração dos fatos.
Em esclarecimentos prestados à imprensa, Renata Ribeiro alegou ter emitido as declarações em um momento de descontrole emocional e sustentou que as postagens foram feitas em um perfil privado, argumentando ter ocorrido vazamento não autorizado do conteúdo por terceiros. A apuração policial prossegue para determinar se as condutas configuram ilícito penal.









