Campos ultrapassou a marca de 10 mil empresas abertas desde 2021, quando a Prefeitura adotou diversos processos para desburocratizar, modernizar e agilizar a legalização de negócios. De janeiro de 2021 a 30 de outubro de 2026, a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja) registrou a constituição de 10.362 empresas — o que mantém o município em primeiro lugar no interior fluminense. Somente este ano, foram 1.783 novos CNPJs constituídos até o dia 30 de outubro.
A Lortus Move é um exemplo disso. Fundada em 2026, a iniciativa pertence ao empreendedor, Vitor Silva, que também é fundador da Studio Lortus, conceituada clínica de fisioterapia na Avenida 28 de Março, no Turfe Clube.
Pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os novos negócios que se destacaram este ano, até agora, foram atividade médica ambulatorial restrita a consultas (75), comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios (67), lanchonetes, casas de chá, suco e similares (48), restaurantes e similares (39), serviços de engenharia (36), serviços combinados de escritório e apoio administrativo (35), comércio varejista de mercadorias em geral (34) e atividades de condicionamento físico (34).
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Felipe Knust, o bom resultado reflete decisões adotadas pela Prefeitura de Campos nos últimos anos, como a desburocratização na legalização de empresas e emissão de alvará, o trabalho integrado de todos os órgãos envolvidos no processo, a abertura de um núcleo da Jucerja no espaço físico da secretaria e o ambiente de segurança gerado no município, que mantém os pagamentos dos servidores em dia e mantém um cronograma ativo de obras em todo o município — o que movimenta negócios e gera empregos.
“Juntamos a isso a excelente infraestrutura que Campos oferece às empresas que aqui se instalarem, com mão de obra qualificada, acesso logístico facilitado por duas rodovias federais e proximidade com os maiores centros urbanos do país; sem falar que o município é um importante centro regional e concentra serviços na área de saúde, atraindo pessoas de todas as partes do estado”, comenta Felipe Knust.
O secretário destaca que, com a Reforma Tributária que entrará em vigor gradualmente a partir de janeiro de 2027, essas características tendem a se tornar um importante diferencial competitivo. “A Reforma Tributária praticamente eliminará os incentivos fiscais que alguns estados e municípios oferecem. Por determinação do prefeito Frederico Paes, iniciamos uma busca ativa de empresas que, sem os incentivos fiscais, terão de optar por municípios que têm justamente o que nós temos a oferecer. Nossos focos são fortalecer as empresas locais e atrair novos negócios, que vão se traduzir em mais oportunidade para a população”, afirma.
Para o economista Ranulfo Vidigal, diretor de Dados Econômicos e Sociais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, a grande contribuição do surgimento de novas empresas é a redução do grau de informalidade da economia campista. “A informalidade é uma das características que enfraquecem o grau de dinamismo da economia local. Quando as empresas surgem, e nessa proporção, elas são decisivas porque, ao mesmo tempo, criam vagas formais de emprego e contribuem com receitas fiscais para o município, o estado e a União. Sem contar que os salários nominais tendem a crescer nessa conjuntura de criação de novas empresas”, pondera.










