Depressão e suicídio: especialista explica relação da doença com o ato. Confira!

Hoje nossa coluna fala sobre a doença que atinge mais de 2 milhões de brasileiros anualmente. Mediante últimos acontecimentos, tive uma conversa com o doutor Renato Gama, especialista em neurologia.

Muitas pessoas limitam a depressão a um dos seus sintomas, a tristeza. Mas a depressão é muito mais que isso. A depressão é uma doença que, tem a tristeza como sintoma, mas também tem a sensação de inutilidade e de impotência mediante os problemas, alteração na qualidade do sono, como insônia ou excesso de sono e também alteração no padrão de apetite, e também é muito frequente o choro. “A depressão é um exemplo de doença em que a condição médica e psicológica, não é capaz de definir uma única causa”, afirma o doutor.

Existem muitos fenômenos químicos cerebrais, deles o mais conhecido e discutido é a diminuição do neurotransmissor serotonina. Não somente a ciência médica, mas também a filosofia e teologia buscam compreender a mente humana, as suas emoções e pensamentos, e de forma mais ampla, sabe-se que existe a importância das relações familiares, do desenvolvimento emocional e psicológico e de como as pessoas desenvolvem seus caminhos mentais e reações mediante as adversidades da vida.

A depressão pode ser longa e passar sem deixar marcas, mas pode ser recorrente, com episódios espaçados, e a forma mais grave que é a persistente, em que o paciente permanece com resíduos psíquicos, mesmo com a melhora parcial e uso de medicação.

Segundo o Dr Renato Gama, as depressões graves podem estar acompanhadas de alguma sintomas psicóticos, como ouvir vozes, ver pessoas que não existem, sentimento de perseguição e também de que as pessoas conseguem ler seus pensamentos.

“A manifestação mais dramática da depressão é a necessidade de fugir desse sofrimento, e às vezes a única alternativa que vem à mente da pessoa é o suicídio”, disse o especialista.

Às vezes como pensamento passageiro, e outras como ideia fixa, e a pessoa começa a fazer planos de como vai executar o suicídio, e dá sinais de eminência como a compra de alguns materiais, como veneno, corda, arma de fogo.
Dr Renato Gama completa dizendo que, esses são sinais de alerta muito importantes que devem ser observados pela família.

A depressão pode ser prevenida, com o cultivo hábitos de vida e pensamentos saudáveis, o convívio saudável no aspecto social e emocional é muito benéfico. Na maioria dos casos, é possível tratar a depressão de forma eficaz, melhorando a qualidade de vida do indivíduo e prevenindo os desfechos mais drásticos, como o pior deles: o suicídio, conclui o Dr Renato Gama.

Mariana Estefan27 Posts

Mariana Estefan é dentista, especialista em endodontia, coordenadora regional do projeto Dentista do Bem, em Campos dos Goytacazes, e autora do projeto Saber Sorrir.

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