Bagunça: infectado por corrupção, hospital de Campanha de Campos pode ser desmontado

Bagunça: infectado por corrupção, hospital de Campanha de Campos pode ser desmontado

O Hospital de Campanha do Governo Estado, que após 5 adiamentos estava previsto para ser inaugurado no próximo dia 12,  pode nem mesmo chegar a funcionar. O investimento que seria feito no hospital, será disponibilizado para uma parceria entre o poder público e a rede contratualizada do município. A informação veio à tona no final da manhã desta sexta-feira (22) e causou grande revolta na população, principalmente pelo alto valor do hospital que girou em torno de R$60 milhões. Porém, nenhum equipamento chegou até a unidade de campanha, que começou a ser levantada na primeira quinzena de abril.

O secretário de saúde do Estado, Fernando Ferry,  afirmou, na manhã desta sexta-feira (22), que o estado está analisando uma possível parceria com a rede contratualizada. “Estou fazendo um levantamento em todas as cidades do Estado para sabe qual é o custo operacional de internações em leitos de hospitais particulares junto com a minha equipe para saber o que é mais viável financeiramente. Se é dar sequência aos hospitais de campanha com menos de 30% das obras concluídas ou se é melhor suspender as obras e alugar leitos em hospitais particulares”, disse Ferry. 

Nesta quinta-feira, o jornal Notícia Urbana fez uma reprtagem, mostrando que a abertura do hospital foi adiada pela quinta vez.

E o hospital de Campanha de Campos, que atenderá  pacientes infectado pelo novo coronavírus, teve a inauguração adiada mais uma vez. A abertura estava prevista para a próxima segunda-feira (25), mas a empresa responsável, IABAS, definiu novo cronograma. Agora, pela quinta vez, a data remarcada é para o dia 12 de junho. Por isso, a Justiça deu 20 dias para que todos os sete hospitais de campanha do Rio de Janeiro estejam funcionando com capacidade total. Dos 1,3 mil leitos que eram previstos para o tratamento da Covid-19 no estado, apenas 200 estavam abertos até o começo da manhã desta quinta-feira (21).

Dos sete hospitais previstos, apenas o estádio do Maracanã foi aberto. Ainda assim, ela não está operando completamente. O atraso na abertura dos outros seis hospitais de campanha completa 21 dias.

Os hospitais do Parque e dos Atletas não entram nesta conta, pois têm gestão de empresas privadas e não do Governo do Estado.

Por telefone, a assessoria da Iabas informou nesta manhã que o novo calendário para inauguração dos hospitais já está definido. Segundo a organização, a segunda parte do Hospital de Campanha do Maracanã será inaugurada ainda nesta quinta-feira, com a entrega de mais 200 leitos. 

Atualmente, a lista de espera por vagas para tratamento da Covid-19 é de 212 pessoas para leitos de enfermaria e outras 257 que esperam por leitos de UTI no RJ. As informações são da Secretaria Estadual de Saúde.

Confira o novo calendário

  • São Gonçalo - 27 de maio
  • Nova Iguaçu - 29 maio
  • Duque de Caxias – 1º de junho
  • Nova Friburgo - 7 de junho
  • Campos dos Goytacazes - 12 de junho
  • Casemiro de Abreu - 18 de junho