Uma denúncia envolvendo a conduta de uma professora da rede municipal de ensino de Campos está sendo investigada após o relato de uma mãe à Polícia Civil sobre supostos episódios de rigidez excessiva em sala de aula. De acordo com o caso registrado na Delegacia de Guarus, a profissional apresentaria um comportamento ríspido e teria, em diversas situações, proibido os alunos de beber água ou ir ao banheiro. Os episódios, que teriam começado em maio, teriam provocado uma forte crise emocional e física em uma estudante de 8 anos, filha da denunciante.
No depoimento, a mãe narrou que a menina chegou a retornar para casa com as roupas sujas de urina e fezes devido às proibições, o que gerou crises de ansiedade e pânico na criança. Dias depois, ao comparecer à unidade de ensino para realizar uma prova, a aluna passou mal logo na chegada, apresentando vômitos, batimentos cardíacos acelerados e lábios arroxeados. A estudante precisou ser conduzida a um hospital e, desde então, recusa-se a voltar às aulas. Além disso, a reportagem apurou que outros alunos também relataram sentir medo da docente.
Diante dos fatos, a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) informou que acompanha a situação com atenção, em articulação com as autoridades competentes e com o apoio da direção da escola, que colabora com as investigações. Como medida administrativa para garantir a apuração correta e assegurar a tranquilidade da comunidade escolar, a professora foi afastada e deixou de atuar na unidade. A Seduct esclareceu que o termo “tortura” não consta nos registros oficiais recebidos pelo órgão até o momento e reforçou seu compromisso com o acolhimento das famílias e a proteção dos estudantes, ressaltando que aguarda a conclusão dos procedimentos para novas manifestações.









