Basquetebol: ferramenta social e educacional na vida do campista Maique Tavares

Basquetebol: ferramenta social e educacional na vida do campista Maique Tavares

O basquetebol é um esporte de massa, praticado em todo mundo por mais de 300 milhões de pessoas, de acordo com a Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB). Ainda assim, a modalidade briga para ter maior espaço na mídia.

No Brasil, o basquete já esteve em evidência, principalmente na era Oscar Schmidt, considerado até hoje o maior jogador brasileiro da história. Não podemos deixar de mencionar Hortência Marcari, que está entre as dez maiores jogadoras de basquete!

O professor e técnico Carlos Eduardo Peixoto, o Cacá, tem participação fundamental em projetos sociais em nossa região, e através dos projetos vem conseguindo captar jovens talentos, a exemplo Maique Tavares, que morava na comunidade Chatuba.

Tavares iniciou no projeto em 2009, tinha 16 anos de idade, tratava-se de uma parceria da Prefeitura de Campos com o Automóvel Clube Fluminense, chegando a disputar campeonato estadual em 2010. “Infelizmente 2010 foi o ultimo ano de projeto voltado pra base. Nunca mais houve projetos nesse sentido, o que é uma pena, pois poderíamos estar formando mais atletas, tirando mais jovens das ruas e contribuindo para uma sociedade melhor”, completou Maique.

Maique teve uma breve passagem pelo basquete na Cidade de Macaé. Logo em seguida teve oportunidade de treinar no interior de São Paulo, onde o incentivo ao esporte é maior. “Fiquei aproximadamente três anos em São Paulo, através de Cacá, que foi meu grande incentivador. Consegui realizar meu sonho de ser jogador de basquete, me tornei um cidadão de bem e uma pessoa melhor. Antes do projeto não tinha perspectiva de vida”.

Atualmente, Tavares joga no Minas Tênis Clube, que em 2020 terminou o campeonato brasileiro em terceiro lugar. Maique também teve passagem pelo Club Athletico Paulistano, que contribuiu bastante para seu crescimento pessoal e profissional. Maique revela que: “não posso me esquecer da minha mãe, que foi meu pilar, sempre me manteve firme, esperançoso, fazendo acreditar que eu conseguiria chegar onde cheguei. O incentivo da família incentiva bastante. Meu irmão sempre esteve ao meu lado, principalmente nos momentos mais difíceis e sempre disse que eu era o melhor!”.

No geral, podemos concluir que, nas esferas sociais e educacionais, não existe um trabalho específico, assim como nas categorias de base, cada vez mais sucateadas, que acabam refletindo na péssima situação do basquete profissional. Não existe muito otimismo entre os especialistas no assunto e no esporte. O ideal seria um plano a longo prazo para estruturar uma base sólida, e por consequência, a parte profissional do basquete. O basquetebol possui as ferramentas para ser grande, tanto nas quadras quanto nas escolas e universidades, mas as pessoas que estão com essas ferramentas nas mãos não interesse em manejá-las, o que acaba fazendo com que o esporte viva um momento de profunda crise no Brasil.

Finalizo como uma conclusão do professor Carlos Eduardo Peixoto: “Infelizmente os governantes usam o esporte para se promoverem. Deveria ser diferente, deveriam usar a política para promover o esporte, desempenhando o verdadeiro papel socioeducativo”.

 

*Mateus Chagas é formado em direito, gerente de contratos da W Seg e entusiasta do esporte campista