Campistas competem em torneios de nível nacional: conheça os Pescadores Cabruncos!

Campistas competem em torneios de nível nacional: conheça os Pescadores Cabruncos!

tresTudo começou em 2014, quando um grupo de amigos, dentre eles Douglas José, seu irmão Daniel Júnior, Edinho (conhecido popularmente como Porca Russa), seu primo Rafanele (in memorian), Dr. Rafael, entre outros, se reuniam em Lagoa de Cima numa segunda feira para suas pescarias e resenhas sem limites, dando origem aos Os Pescadores Cabruncos!

O tempo foi passando, quando em uma das pescarias noturna, que de forma costumeira era realizada após o carnaval, mais precisamente nas quartas-feiras de cinza, o grupo se reunia para pescar nas praias da região da região. Assim foram surgindo vários pescadores para participar da brincadeira “dentre eles Hermes Barreto e Thiago Barreto” respectivamente pai e filho, sempre inseparáveis. Depois desse dia, os Pescadores Cabruncos nunca mais foram os mesmos. 

Iniciou-se então uma amizade e parceria com potencial duradouro. O hobby e a brincadeira foram ficando cada vez mais “séria”, porém jamais perdendo a essência e o prazer do estar entre amigos e tornar a vida cada vez mais leve e divertida.

De acordo com Thiago Barreto, componente da trinca composta por Hermes Barreto e Douglas José, disse que as pescarias são sempre regadas a resenha, música e muita cerveja gelada. Descontração não falta! Dessa forma, as oportunidades de participar de participar de torneios foram surgindo, o primeiro torneio de pesca de praia, no farol de São Thomé, acabou viciando o grupo de pescadores.

Neste mesmo ano, o grupo se uniu ainda mais, quando conseguiu reunir um número grande de pescadores e partiram em busca dos grandes tucunarés na famosa represa de Jurtunaiba, localizada na cidade de Silva Jardim, no Rio de Janeiro. Capitaneados pelos irmãos Luiz Marcos e Tércio, essa pescaria se tornou uma “obrigação” para o grupo, entrando no calendário anual dos Pescadores Cabruncos e crescendo cada ano que passa, com grande organização e expectativa de todos do grupo.

Perguntado a respeito das competições, Thiago disse: “Existem algumas provas que são bem marcantes no calendário Nacional, reúnem atletas de vários estados e países, entre a mais famosa esta a Festa da Pesca de Maricá, que é disputada em Itaipuaçu, sendo disputadas em trincas (equipes compostas por três atletas).

Em 2019, nosso grupo conseguiu um honroso sétimo lugar entre mais de 130 equipes. Outra prova bastante badalada entre os pescadores, é a Taça Cidade de Vitória, disputada em Camburi, também no ano de 2019. Entre mais de 100 trincas, o grupo conseguiu ser 4° e 5° lugares, colocando duas trincas entre os 10 melhores.

As duplas e trincas dos Pescadores Cabruncos, para estes tipos de torneios, são compostas pelos seguintes pescadores: Hermes Barreto, Thiago Barreto, Douglas José, Adriano Lopes, Cassius Vizella, Paulo Júnior, Eraldo Riscado, Leonardo Riscado, Antônio Riscado e Tilinho.

“Não podemos deixar de mencionar também a famosa Pesca Viva, conhecida mundialmente, uma das primeiras provas de pesque e solte do País, onde tivemos uma dupla que conseguiu classificação pra competir, mas, devido a pandemia, houve o cancelamento da competição” , menciona Thiago.

Para manter a integração dos pescadores, em 2020 surgiram alguns torneios virtuais, premiando os pescadores que conseguissem capturar e medir os maiores peixes de cada espécie, onde a famosa trinca de pescadores também participou do torneio, o destaque ficou com o Rei do Baiacu, em 2020, e o Rei do Pampo, em 2021, dando destaque nacional as capturas feitas em Campos e São João da Barra.

Em relação ao esporte na região e o incentivo por parte do poder público, Thiago diz: “temos que destacar uma pessoa muito importante da região que vem tentando, ao longo dos últimos anos, resgatar a pescaria esportiva, o Marcelo Fernandes, da ONG Ecoanzol em Campos. Criador e organizador de vários circuitos regionais de pesca de praia, tem sido praticamente uma voz única e solitária em busca de uma atenção maior para esse esporte, já que o incentivo é praticamente zero em Campos. Já em São João da Barra e Quissamã , a estrutura e atenção oferecidas são um pouco melhor”, “a prefeitura oferece tendas, oferece shows e premiações. Infelizmente, o esporte é muito mal representado por aqui.”

Mas se tem uma coisa que os Pescadores Cabruncos não perdem é a fé e a esperança que um dia esse esporte será reconhecido e prestigiado tanto pela iniciativa privada quanto pública de toda região do nosso Estado.

matheus

 

 

Mateus Chagas é formado em direito, gerente de contratos da W Seg e entusiasta do esporte campista