Promissor remador campista realiza sonho de infância

Promissor remador campista realiza sonho de infância

Antes dos motores e das velas impulsionarem as embarcações pelas águas, o homem contava apenas com a própria força e um objeto para se locomover: o remo. Antigamente, até mesmo grandes barcos eram impulsionados por enormes e pesados remos, geralmente manuseados por escravos. Isso só foi mudar com o surgimento das velas, deixando os remos apenas para pequenas embarcações.

Em Campos, o coordenador do Projeto Rema Campos, Dimisson Nogueira, conta que desde a adolescência sonhava ser remador e eletricista, se espelhando respectivamente no tio e no pai. Não demorou muito, aos 12 anos de idade já dava aula como timoneiro, aos 19 anos ingressou no corpo de bombeiro militar, e aos 22 anos se tornou mergulhador. Dimisson contou que o Projeto Rema Campos iniciou dentro do quartel do corpo de bombeiro, através do Coronel Javosk. Com um ano de projeto, um atleta foi enviado para o Clube de Regatas Vasco da Gama, e nos dois anos seguintes quatro atletas foram enviados para o Vasco, inclusive, um deles foi convocado para Seleção Brasileira de Remo. Entre 2012 e 2015 o projeto ganhou força através de uma parceria envolvendo a prefeitura e a Petrobras. Durante esse período, o remo campista esteve em destaque.

dimisson2Foram várias turmas formadas, muitos jovens tiveram a oportunidade de aprender a modalidade e dali surgiram vários talentos.. Em 2016, nas olimpíadas que ocorreram no Rio de Janeiro, Dimisson foi um dos atletas convidado a carregar a tocha olímpica, motivo de orgulho para atletas e população campista. Dimisson contou que: “O Clube de Remo do Rio de Janeiro foi fundado com apoio do Clube de Remo Rio Branco. Foram muitas as armadilhas políticas para impedir, mas vencemos mais uma batalha.” “Na capital temos um percentual de aproximadamente 40% de mulheres praticando remo, já em Campos o número é bastante inferior. Precisamos mudar isso, pois as mulheres tem um grande potencial no esporte”.

No ano de 2019, o promissor remador campista deu inciou sua trajetória à frente do Clube de Regatas Rio Branco como presidente, quando o clube havia completado 102 anos. Infelizment,e o clube já passava por diversos problemas, entre o mais grave estava a crise financeira. Nogueira tenta reerguer o patrimônio do clube de diversas formas, buscando parcerias públicas e privadas, mesmo diante de todas as dificuldades. “Não tivemos apoio nenhum da iniciativa pública e privada, foi uma gestão muito difícil”, disse Dimisson. Atualmente Dimisson Nogueira é pré-candidato a deputado estadual nas próximas eleições, levando a bandeira da segurança pública, do esporte e da cultura. Quer brigar pelo lado social, abrangendo inclusive os deficientes físicos. Quando perguntado a respeito da representatividade do esporte na nossa região, Dimisson respondeu: “perdemos duas grandes referências na política: Gil Viana, pela sua facilidade em fazer amigos e João Peixoto, pela simplicidade”. “Quero ser o representante do esporte em todo estado do Rio, fortalecendo o interior”. “Quero ser representante da Defesa Civil em todo interior do Estado, fazendo um trabalho preventivo, não lembrando do Rio Paraíba apenas nos períodos de enchentes.” Sabemos que Campos sempre foi bem representado em diversos seguimentos do esporte. Também sabemos que nossa região anda esquecida, quase não vemos projetos sociais. É de nosso conhecimento que as dificuldades aumentaram pra todos durante o período de pandemia, entre 2020 e 2021.

É até compreensivo ter poucos projetos em andamento. Mas aos poucos as atividades estão voltando ao normal. É preciso retomar os projetos sociais, principalmente voltados para o esporte, atendendo a população menos favorecida. Como Dimisson Nogueira diz, não podemos deixar ninguém colocar limite em nossos sonhos!

matheus

 

*Mateus Chagas é formado em direito, gerente de contratos da W Seg e entusiasta do esporte campista