Voleibol campista: um esporte de Campos para o país

Voleibol campista: um esporte de Campos para o país

O vôlei, também chamado de volley ou voleibol, é um esporte de origem norteamericana do século XIX. É um esporte de popularidade significativa em grande parte do mundo e está presente em muitos torneios e eventos esportivos de âmbito internacionais, tais como os Jogos Olímpicos e os Jogos Pan-americanos. Pode ser praticado tanto em quadras abertas quanto em quadras fechadas, bem como é praticado quase que igualmente tanto por homens quanto mulheres.

Em Campos, temos um grande entusiasta pela modalidade: Aníbal Wagner. Aníbal nos contou que, antes de começar a trabalhar com voleibol, cursava veterinária e que, no auge das greves retornou a Campos. Gostava muito de jogar voleibol, e foi ajudar Amélia, que era professora de educação física do Liceu. Nesse período descobriu o seu talento, e com incentivo dos amigos fez vestibular para educação física, sendo aprovado.

 Em 1984 foi trabalhar em Vitória/ES. Como ainda era estudante, pediu transferência da UERJ para UFF. Nesse período atuou como técnico em várias categorias. Em 1985 retornou a Cidade do Rio de Janeiro, conquistando vários títulos. Já formado, resolveu retornar a Campos, quando começou a trabalhar no AABB com o vôlei feminino. Aníbal Wagner relata: “também trabalhei no Colégio Auxiliadora com equipe masculina. Daí surgiu uma equipe infanto, onde se filiou à AABB. Até então eram campeonatos de jogos abertos. Dali surgiu o jogador Luiz Cláudio Alves da Silva, mais conhecido como Lilico, que foi revelado em Campos e jogou em vários clubes de destaque nacional. Foi o primeiro jogador de vôlei que se revelou homossexual, e por isso não foi convocado para seleção principal.”

Recentemente, o mundo do esporte rachou com a repercussão do caso do jogador de vôlei Maurício Souza, demitido pelo Minas Tênis Clube após tecer comentários interpretados por alguns como homofóbicos nas redes sociais. Se o preconceito não fosse tão forte à época, a lista de conquistas de Lilico poderia ser ainda maior, inclusive com a seleção brasileira. O atleta poderia ter se tornado, ainda, a inspiração que muitos atletas homossexuais não tiveram. As declarações de Maurício Souza também causaram desconforto em um colega de seleção brasileira, Douglas Souza, assumidamente homossexual. Ele usou suas redes sociais para criticar o ex-jogador do Minas de forma indireta. Não foi a primeira vez que o jogador rebateu o companheiro nas redes. O currículo de Wagner é extenso e vitorioso. Ele já esteve à frente de vários projetos fora de Campos. Atualmente faz parte de LIV (Liga Interior de Vôlei). Em 1990 fez estágio no Palavollo Gubio, na Itália. Como diz o ditado, filho de peixe, peixinho é! O filho é atleta profissional de voleibol, já atuou em clubes renomados, a exemplo, flamengo e botafogo, conquistando importantes títulos. “Me orgulho de ter encaminhado atletas e treinadores”, disse Aníbal Wagner. Atualmente, Aníbal não atua como treinador, mas participa de organizações de competições e presta assessorias na área esportiva. Podemos concluir a matéria com duas afirmativas: a nossa cidade tem um potencial gigantesco e somos expert em formar grandes atletas. Infelizmente muitos não vão à frente devido a falta de apoio e patrocínio. Outra conclusão é o preconceito, que em pleno século XXI insiste em nos assombrar!

matheus

 

*Mateus Chagas é bacharel em direito, gerente de contratos da W Seg e entusiasta do esporte campista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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