Exclusivo: Guardas de Campos ganham mais de dez mil na farra das horas extras

Exclusivo: Guardas de Campos ganham mais de dez mil na farra das horas extras

Após a matéria exclusiva divulgada pelo jornal Notícia Urbana sobre o suposto esquema de rachadinha envolvendo servidores da Guarda Municipal, a redação utilizou a lei de acesso a informação, dada pela lei federal 12.527/11, e que foi regulamentada em Campos dos Goytacazes pelo Decreto Municipal 66/2017, que entre as suas finalidades permite que qualquer cidadão tenha acesso a informações de salários pagos aos servidores públicos da administração municipal, para pesquisar os salários de alguns servidores da Guarda Municipal que trabalham no expediente, o que tem chamado a atenção do MPRJ, o qual começou a receber denúncias sobre os valores de salários pagos para alguns servidores da instituição que ultrapassam e muito a normalidade da média paga aos demais servidores.

Em uma rápida busca no portal da transparência, o jornal Notícia Urbana apurou que, no ano de 2020, por exemplo, alguns servidores chegaram a receber salários brutos mensais que ultrapassam as cifras dos R$ 10.000,00 (dez mil reais), lembrando que a média paga aos servidores da GCMCG gira em torno de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), ou seja, o salário desses servidores citados, que vale a pena destacar, representam uma pequena parcela da tropa, dobrou com o pagamento das horas extras.

Ainda segundo informações apuradas, o MPRJ já indagou alguns comandantes da instituição que por ali passaram durante esse período, após provas coletadas na própria instituição, de como seria possível o servidor trabalhar em expediente no horário de 08x17h, além de cumprir a carga horária de 40hs semanal, ter o direito de receber, em alguns casos, mais de 180h (cento oitenta horas extras) a 250h(duzentas e cinquenta horas extras) mensais.

Humanamente falando, como que este servidor conseguiu prestar esse serviço, justificando o pagamento exorbitante desse salário para o padrão da categoria?

Lembrando que um inquérito civil público (ICP), está em curso no MPRJ e que o jornal NU aguarda o desfecho dessas investigações.

O jornal Notícia Urbana entrou em contato com a assessoria da Prefeitura e aguarda respostas.