Onde está a Cultura?

A cultura está presente em diversos lugares. Em uma mesa de bar, com música ao vivo; uma tela de cinema ou um DVD; uma roda de samba; uma peça de teatro ou uma leitura dramática; em viagens, nacionais ou estrangeiras; em uma visita a um quilombo, museu, livrarias, lojas de Cds; em um papo gostoso onde o assunto não seja fofoca, mas sim uma troca de ideias. Ou seja, tudo é cultura!

Claro que existe a cultura mais refinada dos que escutam jazz, música clássica, bossa nova; leem os chamados “livros cabeça”, como Sartre, Hemingway, Clarice Lispector, Oscar Wilde; veem filmes cults, independentes, históricos. Mas será que podemos chamar de cultura somente o que é refinado?

No caso citado, a referência são as pessoas cultas, os eruditos, os acadêmicos. Como não é maioria, estamos elitizando o que deveria ser popularizado, a cultura. A coluna é a favor da cultura como um todo.

Cultura é a falta de alienação, superficialidade, futilidade, fofocas. É ter conteúdo, o que nem sempre vem de uma formação acadêmica. Aliás, muitos que possuem formação acadêmica são, às vezes, maçantes, pois se restringem somente a um tipo de assunto, que nem sempre é interessante para muitos.

Saber que Carinhoso é uma música do Pixinguinha, é cultura; estar ciente de que o acarajé é baiano, também. Ter assunto é prova de cultura, mesmo que estejam falando sobre a melhor forma de educar uma criança, que é o futuro cultural do país.

Portanto, a coluna não tem a pretensão de ser arrogante, mesmo quando abordar temas mais seletivos, como falar em Tom Jobim. Ora, muitos nem sabem o quanto conhecem este autor, mas basta ouvir uma música dele e perceberão que gostavam do maestro e não tinham essa noção. A música faz parte de nosso dia a dia e a ouvimos em todos os lugares, mas nem sempre se tem a exata noção de que não estão escutando pagode e sim um clássico samba de raiz.

Em um casamento é de praxe que as músicas tocadas sejam do repertório clássico, embora isso tenha mudado muito ultimamente. Logo, alguns nem sabem quem é Bach, mas basta ouvir “Jesus, alegria dos homens” e a reconhecerão.

Nas redes sociais, muitas frases são divulgadas e algumas martelam nas mentes de alguns, mas desconhecem os autores. O nome está lá, mas nem armazenam, o que fica é a mensagem que tal frase transmite. Muitos já leram que “A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Nem sabem que existiu um grande poeta, compositor e cantor chamado Vinícius de Morais. Porém, ao citarem a frase acima e alguém disser quem escreveu, descobrirão que sabem mais do que imaginam.

E por aí vamos….

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