Ministério Público e Polícia Civil fazem operação para prender grupo que espalha notícias falsas na internet

Ministério Público e Polícia Civil fazem operação para prender grupo que espalha notícias falsas na internet

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e em parceria com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), realiza nesta segunda-feira (21/12) a Operação Usuário Fake, para cumprir um mandado de prisão preventiva e oito de busca e apreensão contra uma organização criminosa responsável pela prática dos crimes de extorsão, delitos contra a honra falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Os mandados, expedidos pela 1ª Vara  Especializada da Comarca da Capital, são cumpridos em endereços ligados a seis denunciados.

De acordo com a denúncia, a organização é chefiada por Igor Patrick de Souza, único a ter a prisão deferida pelo Juízo, e se utiliza da divulgação de notícias falsas em redes sociais para, desde 2017, extorquir e cometer crimes contra a honra de suas vítimas. Liderados por Igor, Felipe Dias Dodó, Andressa Aline Pimentel de Carvalho, Rodrigo Menezes de Vasconcellos, Danyella Jesus da Silva e Sinaria de Carvalho da Silva desenvolvem suas atividades através de duas pessoas jurídicas, a Folha de Caxias e a Informarketing Publicidade, responsáveis pela publicação de notícias jornalísticas em redes sociais, em especial o Facebook, e pelo trabalho de marketing digital e político, administração de redes sociais e remoção de conteúdos negativos na internet.

Em algumas de suas publicações no Facebook, as empresas divulgam notícias falsas e/ou sem base fática, atacando a honra de suas vítimas. As referidas publicações norteiam, então, o crime posterior de extorsão, uma vez que, após os fatos, o grupo condiciona a remoção das notícias falsas ao pagamento de quantias, através da contratação de serviços de publicidade e remoção de conteúdo ou, até mesmo, cobrando pelo exercício do direito de resposta em suas próprias páginas, que possuem, por sua vez, milhares de seguidores, denotando especial gravidade às publicações.