Cliente suspeita de fraude e destitui advogado de processo envolvendo Prefeita Geane Vincler

Cliente suspeita de fraude e destitui advogado de processo envolvendo Prefeita Geane Vincler

Custódio Quintal Neto passou semanas tentando entrar em contato com antigo advogado, que insistia em recusar as ligações e, mesmo destituído, continuava a falar como parte no processo.

O Autor de um processo que pede a perca de mandato da Prefeita de Cardoso Moreira, Geane Vincler, destituiu o seu advogado, Carlos Eduardo Mota Ferraz. O autor da ação judicial reclamou, especificamente, que muitas informações que constam nos autos do processo não ocorreram e suspeitava de fraude. O afastamento ocorreu após o autor do processo tentar, por inúmeras vezes, entrar em contato com o advogado e não obter retorno.

Ocorre que no processo, que foi aberto ainda no período eleitoral, o advogado Eduardo Ferraz, juntou declarações de três personagens, e as mesmas, estariam digitadas com termos bem escritos, com linguagem de extrema coloquialidade, e assinadas por essas testemunhas. Mas, a estranheza se dá de forma mais intensa, quando o texto, tão bem escrito, é analisado frente ao nível de instrução de quem o teria escrito, pois são pessoas de pouca instrução. Outro fato que chamou a atenção foi o reconhecimento de firma das assinaturas, que ocorreu no município de São Fidélis, e não em Cardoso Moreira, onde as supostas testemunhas residiam.

Em procedimento instaurado pelo Ministério Público Estadual para verificação de crime, as testemunhas dizem o seguinte sobre o documento que eles assinaram: “nada daquilo era verdade”. Além disso, em depoimento, afirmam que sequer conheciam os advogados, e quem os teria levado ao advogado foi um ex-funcionário da Secretaria de Saúde de Cardoso Moreira, que é marido da antiga diretora do Pronto Socorro do município de Cardoso Moreira. As testemunhas afirmaram que assinaram os documentos pois foram coagidos e que tudo o que estava escrito ali era mentira. Essas mesmas testemunhas teriam ido ao Ministério Público e, perante ao Promotor, teriam dado uma versão completamente diferente da que consta no processo, o que caracterizaria uma possível armação.

Portanto, a dúvida paira sobre quem estaria financiando o advogado destituído, uma vez que o processo foi aberto em período eleitoral, com indícios de fraude e com fortes tendências a ser mais uma tentativa eleitoreira. Segundo o autor do processo, Custódio Quintal Neto, ele nunca teria pago os honorários ao advogado, e, mesmo assim, o mesmo continuava a não responder suas mensagens.