Infectado por corrupção, hospital de campanha de Campos deverá ser entregue na próxima semana e obras seguem em segredo

Infectado por corrupção, hospital de campanha de Campos deverá ser entregue na próxima semana e obras seguem em segredo

Adiada três vezes, o hospital de campanha de Campos para pessoas que contrairão o novo coronavíus deverá ser entregue no próximo domingo (24]0, segundo o Governo do Estado. Até lá, as obras – com indícios de superfaturamento – seguem em segredo. Profissionais colocaram tapumes em todo o terreno na Avenida 28 de Março e impedem que profissionais de imprensa ou qualquer outra pessoa que não seja operário se aproxime.

Em abril, o jornal Notícia Urbana mostou que o valor da obra chama atenção por custas aos cofres públicos: R$ 10 milhões por mês. Ao longo de seis meses de contrato com o governo estadual, a organização responsável pela montagem ganhará da contribuição do povo nada menos do que R$ 60 milhões.

A empresa  também é a responsável pela construção do hospital de campanha em São Paulo, no Anhembi. A diferença, entrentanto, de Campos para São Paulo é o valor do leito. De acordo com o governo de São Paulo, o valor do leito desse mesmo hospital lá custa R$ 10 mil. Já por aqui é dez vezes mais: custa a bagatela de R$ 100 mil.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro está atrasado na construção dos hospitais de campanha que ajudariam a enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Até o momento, apenas três unidades foram inauguradas. As outras seis, que deveriam estar prontas antes do final do mês de abril, seguem em construção.

As unidades de atendimento exclusivo aos pacientes com a Covid-19 seriam fundamentais para alocar as 900 pessoas que atualmente aguardam na fila de espera por um leito de enfermagem ou de UTI no Rio de Janeiro. O Governo do RJ informou que os hospitais de campanha de São Gonçalo, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nova Friburgo e Campos dos Goytacazes estarão concluídos até o próximo domingo (17), fato que ainda não aconteceu. Problemas nas unidades

As obras nessas unidades são de responsabilidade da Organização Social IABAS, também contratada pelo governo para administrar os hospitais temporários.

No interior do estado o governo prometeu construir unidades nos municípios de Campos dos Goytacazes, Casimiro de Abreu e Nova Friburgo. Em todas as unidades, as estruturas já foram montadas, mas a parte interna dos hospitais segue em segredo.