A Prefeitura de Campos, por meio de uma ação conjunta entre as secretarias municipais de Assistência Social e Cidadania e de Saúde, realizou na última terça-feira (2), uma abordagem especial voltada para pessoas em situação de rua na região central da cidade. A iniciativa teve como principal objetivo promover o acolhimento desse público e encaminhá-lo para os serviços de saúde e para a rede socioassistencial do município. Essa mobilização integra o programa Centro Mais Seguro, recém-lançado pelo prefeito Frederico Paes, com o foco em ampliar a recuperação, valorização e fortalecimento do Centro Histórico e Comercial.
Os trabalhos de abordagem contaram com a atuação das equipes do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop), que já realiza esse tipo de mobilização diariamente. Também participaram da ação profissionais do Centro de Atenção Psicossocial Dr. Ari Viana (CAPS AD – Álcool e Drogas), do Caps Saúde Mental e do Consultório de Rua, todos vinculados à pasta da Saúde.
O secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Carvalho, acompanhou de perto as equipes e ressaltou que as redes socioassistencial e de saúde constituem um direito de todos, inclusive de quem está nas ruas. Ele explicou que o trabalho conjunto amplia significativamente a rede de acesso aos serviços essenciais, facilitando desde a retirada de novos documentos e atendimentos de saúde necessários até a oferta de vagas de emprego e outros suportes fundamentais para essa população.
No âmbito da saúde, a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Gabriella Bandeira, também enfatizou a relevância da parceria, lembrando que a saúde não se faz de maneira isolada. Segundo ela, a construção dessa estratégia intersetorial entre a Saúde Mental e a Assistência Social é indispensável para que os usuários sejam assistidos da melhor maneira possível e recebam os cuidados adequados.
Quando aceitam o acolhimento oferecido pelas equipes, as pessoas assistidas são direcionadas para abrigos municipais. Nesses locais, elas passam a contar com um espaço seguro para realizar refeições, cuidar da higiene pessoal e guardar seus pertences. Além da infraestrutura básica, os abrigos oferecem atendimentos com profissionais como assistentes sociais, psicólogos e pedagogos, bem como oficinas e cursos que visam auxiliar no processo de independência e na reinserção definitiva desses cidadãos na sociedade.









