Profissionais que atuam no transporte de passageiros e na entrega de mercadorias por aplicativos realizaram uma ampla manifestação pelas ruas de Campos na manhã desta sexta-feira (31). Alinhada a um protesto de alcance nacional que paralisou serviços em várias regiões do país, a mobilização na cidade foi marcada por uma extensa motociata. O percurso incluiu passagens estratégicas pela Câmara de Vereadores e pelo batalhão da Polícia Militar, simbolizando a pressão sobre o poder público e as empresas do setor.
O protesto reuniu exigências nacionais e urgências locais. Em âmbito do movimento nacional, os trabalhadores pressionam as plataformas digitais por um repasse financeiro mais justo, defendendo a fixação de um valor mínimo de R$ 10 por serviço e uma tarifa de R$ 2,50 por quilômetro percorrido. A categoria também exige mudanças em regras de distribuição de entregas praticadas por grandes aplicativos e a criação de estruturas físicas adequadas para apoio durante a jornada diária, como locais com acesso a banheiros, água potável e descanso.
No cenário municipal, o tom da manifestação foi fortemente influenciado pelo clima de insegurança que afeta a rotina da categoria. Durante a parada pacífica em frente ao 8º Batalhão da Polícia Militar, os condutores denunciaram o crescimento no número de roubos e furtos de motocicletas em Campos. Como o veículo é a ferramenta fundamental para o sustento dessas famílias, os manifestantes apelaram ao comando do policiamento local por ações de patrulhamento mais ostensivas e estratégias eficientes para conter a onda de crimes que assombra quem trabalha no trânsito.










