Por Alexandre Manske
Hoje vamos abordar um tema que vem gerando muitas dúvidas em todas as eleições. Quem nunca teve aquela dúvida se realmente seu voto foi para o candidato votado? Ou já ouviu falar que digitou o número de um suposto candidato e apareceu outro? Quem garante que seu voto foi computado? Ou foi para seu candidato? Garanto que praticamente todo mundo já ouviu falar sobre problemas com as urnas eletrônicas.
Em todo o mundo, 35 países já utilizam urnas eletrônicas para captação e apuração de votos. O levantamento é do Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (Idea Internacional), sediado em Estocolmo, na Suécia. A lista tem nações democráticas como Suíça, Canadá, Austrália e Estados Unidos – neste caso, a adoção de sistemas eletrônicos existe em alguns estados seguindo as particularidades de cada local.
Em discussão no Congresso Nacional, o voto auditável está longe de ser uma excentricidade defendida por negacionistas da tecnologia, como fazem crer muitas lideranças políticas e do Judiciário no Brasil. Ao contrário: a esmagadora maioria dos países democráticos que utilizam o sistema eletrônico não abrem mão de um comprovante impresso do voto, para facilitar a recontagem caso seja necessário. O instrumento é visto como uma ferramenta a mais para dar maior transparência ao processo eleitoral.
Segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo, além do Brasil, apenas Bangladesh e Butão adotam a votação por urna eletrônica sem o comprovante impresso em eleições nacionais. De acordo com a publicação, o sistema eletrônico foi abandonado pela Namíbia no ano passado, após questionamentos na Justiça, e o país retornou para as cédulas em papel. Na Rússia, as urnas eletrônicas sem comprovante impresso foram usadas por apenas 9% do eleitorado na última eleição presidencial, em 2018. Essa proposta está sendo discutida no congresso nacional, e tem sido alvo de muitas fake News , por alguns políticos e veículos de impressa e até mesmo o próprio ministro do TSE o Luís Roberto Barroso , que e contra proposta.
Quando vimos quem são os indivíduos contra a proposta PEC 135/2019 (PROPOSTA DE EMENDA CONSTUCIONAL DO VOTO IMPRESSO ), como o ex- presidiário Lula, FHC, Ciro Gomes, políticos como Renan Calheiros, Marcelo Freixo, Rodrigo Maia, o próprio ministro do supremo Barroso, Alexandre de Morais, Gilmar Mendes e partidos como PT, PSDB, REDE, PSOL, PDT, claro que alguma coisa está errado cujo o caráter e conduta são questionáveis, dando a entender que alguém esteja se beneficiando do sistema, pois não há razão para não apoiar essa proposta, visto que a mesma dá mais transparência ao sistema eleitoral e torna urna auditável.
Segundo a reportagem da revista Oeste, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) pediu ao ministro da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, e ao secretário estadual de Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Grecco, proteção especial a Marcos Roberto Correia da Silva, o hacker que invadiu os sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições municipais do ano passado. O mesmo afirma com suas próprias palavras que: “o ato foi só um protesto. Nada de roubar informação, nada de prejudicar ninguém”, disse o hacker. “invadi o site e passei informações para outra pessoa.”
Ao explicar a invasão ao sistema do TSE, Silva relatou que “a falha [permite] acessar o banco de dados”. “O que tiver de armazenamento do banco de dados vai ser tudo capturado”, afirma. “[Dados] Dos eleitores, também. Nome, CPF, foto, RG, dados biométricos também”, prossegue VandaTheGod. “Ela [a invasão] ocorre numa falha. “A gente injeta códigos maliciosos e, através desses códigos, consegue manipular o site e puxar o nome de usuário e senha de administradores”, afirmou. A impressão que é passada para o eleitorado de que algumas pessoas controlam o sistema eleitoral Brasileiro, onde o desespero toma conta quando falamos em dar mais transparência ao voto, fica um sentimento de manipulação do voto para beneficiar um grupo político, onde sempre se revezaram no poder e manteriam um aparelhamento com o sistema judiciário, onde 80% dos indicados para suprema corte vieram desse grupo político que hoje advogam em prol dos intitulados da velha política. Essas pessoas não contavam com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em que foi um ponto fora da curva. Muitos se questionam de que Bolsonaro teria vencido no primeiro turno e, pela primeira vez, as pesquisas eleitorais não coincidiram com o resultado das urnas, colocando em xeque se realmente as urnas eletrônicas são confiáveis. Ouve uma quebra de aparelhamento entre as pesquisas, e as urnas, onde a suspeita não confirmadas é de que Jair Bolsonaro haveria ganhado no primeiro turno com uma votação muito superior as que foi divulgado pelo TSE. Sendo assim, o resultado surpreendeu o grupo político aparelhado com as intuições, deixando apavorados membros do STF, entendida que interferiu mais uma vez no parlamento, rasgando a constituição, pois sua função deveria ser somente legislar. Isso mostra muito claramente um interesse pessoal desse grupo político formados por juízes do STF, ex-presidiários, políticos investigados cuja a suspeita se confirma com essa intervenção e o aparelhamento entre os poderes.
É nítido observar que, ter o voto impresso, nada interessa a este grupo político. Mas interessa sim quem luta pela democracia e transparência. O voto impresso pode ser uma conquista democrática, onde vai dar transparência e segurança das eleições. Ele evita fraudes e garante eleições limpas, e desmente essa história que o eleitor vai ser identificado, pois o mesmo vota, verifica o voto impresso e, sem contato com o comprovante, esse voto é confirmado. O voto impresso evita que o eleitor caia automaticamente na urna, evitando que esse comprovante seja acessado pelo eleitor, e se houver um possível erro ou suspeita de fraude nessa urna, o voto impresso e auditável é comparado a da urna eletrônica, dando mais transparência e confiança para que o eleitor exerça sua cidadania.
Fonte : Revista Oeste, folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, Jovem Pam.

*Alexandre Manske tem formação superior em processos gerenciais, estudante de políticas nacionais e é técnico de planejamento integrado










