O cenário da mobilidade urbana e do mercado automotivo em Campos está em plena expansão. Dados recentes do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) revelam que o município rompeu a expressiva marca de 300 mil veículos emplacados. No entanto, especialistas apontam que o volume real que circula pelas ruas campistas é ainda maior, impulsionado pelo chamado “efeito Espírito Santo” — fenômeno em que motoristas locais optam por emplacar seus automóveis no estado vizinho em busca de vantagens fiscais.
Entre os destaques do levantamento está o crescimento vertiginoso das duas rodas. A frota de motocicletas na cidade já superou as 100 mil unidades, número que se torna ainda mais expressivo se somado à visível invasão das bicicletas elétricas nas principais vias do município.
Quando a frota é analisada sob a ótica percentual, os números jogam luz sobre a necessidade urgente de reflexão e planejamento urbano. Os automóveis lideram o ranking, representando 54% do total de veículos, seguidos de perto pelas motocicletas, que abocanham 29%. Somados, os meios de transporte individuais representam 83% de tudo o que circula na cidade.
Na outra ponta da tabela, as caminhonetes e utilitários respondem por 10%, enquanto os caminhões somam 4%. O dado que mais chama a atenção de urbanistas, porém, é o de transporte de massa: apenas 1% da frota local é composta por ônibus. O desequilíbrio acentua os desafios diários enfrentados pelo transporte público de passageiros na região.
Se por um lado o trânsito desafia as autoridades, por outro, o poder de consumo do campista continua atraindo os olhos da indústria automotiva. Atualmente, Campos conta com 12 concessionárias autorizadas de montadoras de grande porte. Esse número, contudo, saltará para 15 até o fechamento de 2026.
Três novas marcas preparam terreno para fincar bandeira no município. O principal destaque dessa nova leva de investimentos é a chegada da BYD, gigante chinesa especializada em veículos elétricos e híbridos.
A escolha do ponto comercial para a nova marca também carrega um forte simbolismo de modernização urbana: a concessionária da BYD será instalada no imóvel onde funcionou a tradicional fábrica de doces Nolasco, unindo o passado industrial da cidade ao futuro da eletrificação automotiva.









