A recente mudança do ex-deputado Rodrigo Bacellar para a penitenciária federal de Mossoró, localizada no Rio Grande do Norte, gerou forte descontentamento e abalo emocional entre seus parentes e pessoas próximas. Após uma breve estadia de uma semana em uma ala de segurança máxima em Brasília — para onde foi levado logo depois de deixar o complexo de Bangu 8, no Rio de Janeiro —, a transferência para a unidade nordestina foi consolidada no último dia 8 de julho.
Pessoas do círculo íntimo do político interpretam a medida como uma estratégia deliberada para forçá-lo ao isolamento total. De acordo com os bastidores locais, há uma percepção clara de que o distanciamento geográfico serve como um instrumento de pressão psicológica, cujo intuito final seria constrangê-lo a assinar um acordo de colaboração premiada com a Justiça.
A escolha da prisão em Mossoró, situada a cerca de 280 quilômetros da capital potiguar, impõe barreiras geográficas severas que complicam a logística e a frequência das visitas familiares. Inaugurada no final dos anos 2000 com capacidade para pouco mais de duas centenas de detentos, a instituição é amplamente conhecida por abrigar lideranças de facções criminosas e presos de altíssima periculosidade, o que acentua a gravidade do cenário enfrentado pelo ex-parlamentar.









