Na manhã desta quinta-feira (30), profissionais da rede municipal de ensino de Campos voltaram a se manifestar em frente à sede da Prefeitura para cobrar a valorização da categoria e o cumprimento de direitos trabalhistas. A mobilização provocou a interdição da Rua Coronel Ponciano de Azeredo e contou com o acompanhamento da Guarda Civil Municipal.
A principal pauta dos educadores gira em torno da aplicação correta do Piso Salarial Nacional do Magistério. Conforme destacou Edson Braga, diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe Campos), o reajuste nacional fixado no início do ano previa uma reposição de 6,4%, porém o índice aplicado pelo município ficou abaixo do recomendado. O representante ressaltou ainda que cidades vizinhas vêm garantindo o repasse integral e questionou a postura da administração local diante das verbas recebidas.
Durante o ato, servidores relataram forte defasagem salarial ao compararem seus rendimentos com municípios da região, como São Francisco de Itabapoana e São Fidélis. De acordo com relatos da categoria, a perda do poder de compra acumulada nos últimos anos ameaça o futuro dos profissionais, muitos dos quais correm o risco de se aposentar com vencimentos inferiores a dois salários mínimos, mesmo possuindo formação em nível superior. Para o vice-presidente do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos de Campos (Siprosep), Genevaldo Marins, é imprescindível que o piso seja estabelecido na referência inicial da carreira, assegurando o escalonamento para os demais níveis.
Paralelamente ao protesto, uma comissão formada por representantes do Sepe e do Siprosep foi recebida pelo prefeito Frederico Paes. Na reunião, o Executivo informou a intenção de encaminhar à Câmara de Vereadores um projeto de lei para revogar a legislação recente e conceder um complemento de 1,094% sob a forma de gratificação, somando-se ao reajuste geral de 4,26% que já havia sido concedido a todos os servidores públicos municipais.
A proposta, contudo, não agradou às lideranças sindicais. A diretora do Sepe, Andressa Lopes, criticou a oferta ao afirmar que a concessão de gratificação não equivale à incorporação direta na tabela do piso salarial. Diante do impasse, os trabalhadores agendaram uma assembleia geral para a noite desta quinta-feira a fim de deliberar os novos rumos da mobilização.










