As articulações para a sucessão na mesa diretora da Câmara Municipal de Campos avançaram significativamente e já apontam para a escolha do vereador Silvinho Martins (MDB) como o futuro presidente do legislativo no próximo biênio. Alinhado ao governo de Frederico Paes (MDB), o arranjo prevê uma inversão de posições em relação à formação atual: o atual presidente da Casa, Frederico Rangel (PP), que conta com forte trânsito nas secretarias municipais de Limpeza e Meio Ambiente, passaria a ocupar o cargo de primeiro vice-presidente na nova composição.
A mudança ocorre em meio a negociações que vinham sendo acompanhadas de perto pelas lideranças do grupo situacionista. Embora Rangel fosse o nome preferido do ex-prefeito e candidato a deputado federal Wladimir Garotinho (PP) — de quem é concunhado —, o consenso alcançado em torno de Silvinho busca manter a estabilidade política e o amplo diálogo com os demais parlamentares, incluindo os membros da oposição. Diante do aval da maioria do parlamento e da decisão consolidada pelo prefeito Frederico Paes, Wladimir tende a aceitar o desfecho sem promover disputas paralelas pela presidência, mesmo que saia fortalecido do pleito proporcional de outubro, no qual projeta alcançar expressiva votação para a Câmara dos Deputados.
Por trás dessa reconfiguração na Câmara Municipal, encontra-se também um cenário de disputa e acomodação de forças regionais em prol das candidaturas à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Enquanto Wladimir se empenha no projeto de reeleição do aliado Bruno Dauaire (União) para o parlamento estadual, Frederico Paes apoia a postulação do ex-vereador Thiago Virgílio (REP). Esse alinhamento divergente no âmbito estadual gerou atritos internos entre militantes e marcou o lançamento das candidaturas do grupo no Automóvel Clube Fluminense, evidenciando o esforço contínuo dos líderes locais para reorganizar seus espaços políticos e assegurar governabilidade tanto no executivo municipal quanto no legislativo.









