A avaliação da fertilidade pode fazer parte do planejamento reprodutivo em diferentes momentos da vida. Ela é indicada tanto para pessoas que desejam entender melhor as condições para uma futura gestação quanto para casais que encontram dificuldades para engravidar. O processo não se resume a um único exame: a investigação considera idade, histórico clínico, ciclos menstruais, cirurgias, doenças, medicamentos e fatores relacionados aos dois parceiros.
A primeira etapa costuma ser uma consulta médica detalhada. A partir das informações reunidas, o profissional define quais exames podem ajudar a identificar alterações que mereçam acompanhamento. Em alguns casos, a avaliação é feita antes mesmo de iniciar as tentativas de gravidez, especialmente quando há antecedentes que possam interferir na capacidade reprodutiva.
Serviços especializados em reprodução humana, como o Fleury Fertilidade, podem realizar essa avaliação de forma individualizada, conforme as necessidades de cada paciente ou casal.
Quais profissionais podem participar da avaliação?
O ginecologista pode conduzir a investigação da fertilidade feminina e avaliar aspectos relacionados ao ciclo menstrual, ovulação, útero e ovários. Quando há suspeita de alterações hormonais ou condições específicas, outros profissionais podem integrar o acompanhamento.
O urologista atua na investigação da fertilidade masculina, principalmente quando há suspeita de alterações nos testículos, produção de espermatozoides, obstruções ou outros fatores relacionados ao aparelho reprodutor. Em situações específicas, o andrologista, profissional com atuação voltada à saúde reprodutiva masculina, também pode participar.
O endocrinologista pode ser envolvido quando existem alterações hormonais ou metabólicas que possam interferir na função reprodutiva. Já o especialista em reprodução assistida pode participar quando a investigação exige recursos específicos ou quando há indicação de tratamentos para auxiliar a concepção.
A escolha dos profissionais depende do caso. Em uma avaliação de casal, a investigação pode ocorrer de forma paralela para que fatores femininos e masculinos sejam analisados.
Exames para investigar a fertilidade feminina
Entre os exames utilizados está a ultrassonografia transvaginal, que permite observar estruturas como útero e ovários. Dependendo do momento do ciclo e da finalidade da avaliação, o exame pode fornecer informações sobre o desenvolvimento dos folículos e outras características do aparelho reprodutivo.
Exames de sangue também podem ser solicitados para verificar hormônios relacionados à função ovariana e à ovulação. A interpretação precisa considerar a idade, o período do ciclo menstrual e outros dados clínicos.
A avaliação da reserva ovariana pode incluir marcadores como o hormônio antimulleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais por ultrassonografia. Esses recursos ajudam a estimar a quantidade de folículos disponíveis, mas não determinam isoladamente a capacidade de uma pessoa engravidar.
Em determinadas situações, exames para verificar as condições das trompas também podem ser indicados. A histerossalpingografia, por exemplo, utiliza contraste e imagens radiográficas para avaliar a cavidade uterina e a permeabilidade das trompas.
Investigação da fertilidade masculina
Na avaliação masculina, o espermograma é um dos exames mais utilizados. Ele analisa características do sêmen, como concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides. O resultado é interpretado junto com o histórico clínico e, quando necessário, outros exames.
Dependendo dos achados, podem ser solicitados exames hormonais, ultrassonografia da região escrotal ou testes adicionais. A investigação pode procurar alterações como varicocele, distúrbios hormonais, infecções ou mudanças na produção e no transporte dos espermatozoides.
Quando o espermograma apresenta alterações, isso não significa automaticamente infertilidade. Os resultados precisam ser avaliados por um profissional e, em algumas situações, o exame pode ser repetido para confirmar os achados.
Quando procurar avaliação?
A necessidade de investigação varia conforme a idade, o histórico reprodutivo e a presença de fatores de risco. Para casais que estão tentando engravidar sem sucesso, a avaliação médica pode ser indicada após um período de tentativas, com antecipação em situações específicas, como alterações menstruais, histórico de doenças ou cirurgias que possam afetar a fertilidade.
Também pode fazer sentido buscar orientação antes das tentativas quando existe preocupação com a reserva ovariana, histórico familiar, tratamentos prévios potencialmente prejudiciais à função reprodutiva ou dúvidas sobre a capacidade de concepção.
Assim, avaliar a fertilidade envolve reunir informações clínicas e selecionar exames de acordo com as características de cada pessoa ou casal. A consulta inicial ajuda a definir o caminho da investigação e evita que resultados isolados sejam interpretados como uma conclusão sobre a capacidade reprodutiva.









