A Prefeitura de Campos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Fundação Municipal de Saúde (FMS), montou, em tempo recorde, uma estrutura que resultou na transferência do menino de 11 anos com suspeita de hepatite aguda de etiologia desconhecida. Uma ambulância com equipamentos de uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) sai no final da manhã deste sábado (04) do Hospital Ferreira Machado com destino ao Hospital da Criança, no Rio de Janeiro.
A equipe identificou uma estabilidade do quadro clínico do paciente, o que possibilitou a transferência. Inicialmente, o deslocamento seria por transporte aéreo, mas em virtude do mau tempo não foi possível.
O secretário de Saúde, Paulo Hirano, parabeniza toda a equipe pelo empenho na assistência e afirmou que todos estão na torcida pela recuperação do menor. “Toda a Secretaria de Saúde, junto com a Fundação, na figura do doutor Arthur e da equipe da Terapia Intensiva, da Epidemiologia e da Vigilância, estão inteiramente empenhados na assistência a essa criança, na busca do diagnóstico, e enquadrá-lo dentro do critérios determinados pelo Ministério da Saúde. Avançamos até o ponto em que conseguimos equilibrar a criança com todas as suas complicações. Essa transferência dele para o Hospital da Criança, no Rio, só não foi executada antes por um momento de complicação do paciente”, afirmou Paulo Hirano, lembrando que, diante da urgência, o paciente foi acompanhado pela equipe que está tratando o mesmo.
“Parabenizo toda a equipe pelo desempenho, pela dedicação, pela presteza na assistência a essa criança. Se Deus quiser ele vai retornar ao seu lar. A agilidade para descartar algumas patologias para poder minimizar o diagnóstico foi primordial para o quadro. Nós temos que seguir o passo a passo para excluir novamente as doenças mais prevalentes que cursam com a hepatite. Existem as doenças que constam com hepatite aguda e poucas evoluem de forma como a hepatite fulminante grave, e por isso que nós avançamos muito rapidamente em enquadra-lo dentro desse critério da chamada hepatite aguda grave de origem desconhecida explicou.
O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), o neurocirurgião Arthur Borges acompanhou de perto o atendimento a criança. “O hospital se encontra muito feliz nesse momento por ter dado a possibilidade de o paciente ser encaminhado para um centro de referência, onde poderá completar o tratamento. Foi possível montar uma equipe em tempo muito rápido. Uma equipe completa com médico, fisioterapeuta, enfermeiro, técnico de enfermagem, motorista em questão de horas para que conseguíssemos suplantar a dificuldade técnica, pela impossibilidade da vinda do helicóptero e pelo mau tempo”, finalizou Arthur Borges.









