Em 26 de julho de 2025, em Natal (RN), câmeras de segurança captaram momento em que o ex-jogador Igor Eduardo Pereira Cabral agrediu sua namorada com mais de 60 (sessenta) socos dentro de um elevador, deixando-a com ferimentos graves e inchaço facial expressivo. (Ipea / CNN Brasil)
. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio, motivada por ciúme. Esse episódio reforça como a violência doméstica continua alarmante em nosso país.
Segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam 2025), em 2024 foram registrados 1.450 feminicídios e 71.892 estupros de mulheres — uma média de 196 estupros por dia. (CNN Brasil e Agência Brasil)
Serviços e Informações do Brasil
Embora a violência letal tenha caído 5,07% em relação a 2023, os feminicídios ainda aumentaram levemente para 1.492 casos, o maior número da série histórica no mesmo ano. ( ANDES-SN e Agência Brasil)
. A maioria das vítimas era negra (63,6 %), tinha entre 18 e 44 anos (70,5 %), e foi morta por companheiros ou ex-companheiros (80 %) dentro de casa (64,3 %).
(ANDES-SN)
Esses dados apontam para padrões estruturais: mais de 76% das violências domésticas acontecem no ambiente residencial e os agressores são majoritariamente homens.
(Agência Brasil)
. Soma-se ainda o alto sub-registro de violência íntima, onde muitas mulheres não denunciam por medo, vergonha ou descrença no sistema de Justiça.
Educação como caminho para prevenir
A adoção de estratégias educativas é essencial para transformar essa realidade:
Educação na infância e adolescência: promover nas escolas temas como respeito à diversidade, igualdade de gênero, cultura de paz e consentimento;
Capacitação e sensibilização de jovens e adultos: programas comunitários, como o Agosto Lilás, reforçam que leis isoladas não bastam — é preciso mudança cultural desde cedo.
Formação de agentes comunitários: assistentes sociais, educadores e profissionais de saúde devem receber treinamento contínuo para identificar sinais de violência e orientar sobre canais de apoio;
Incentivo à denúncia e visibilidade das redes de apoio: divulgar serviços como o Ligue 180 (atendimento 24 h), Casa da Mulher Brasileira e delegacias especializadas, fortalecendo a confiança das vítimas em buscar ajuda.
A educação — em família, escola e comunidade — pode romper o ciclo da violência, prevenindo que episódios como o ocorrido no elevador se repitam. É urgente investir também no fortalecimento da rede pública de acolhimento, com medidas protetivas rápidas, atendimento humanizado e autonomia econômica para as mulheres. Só assim daremos luz à esperança de uma sociedade mais segura e justa para todas.









