domingo, 14 dezembro, 2025

Crianças, redes sociais e saúde mental: um alerta que não termina com outubro

O mês de outubro, marcado por campanhas de conscientização sobre saúde mental, passou. Mas,  a preocupação com o bem-estar emocional de crianças e adolescentes precisa continuar em pauta. Cada vez mais cedo, meninos e meninas têm acesso a conteúdos que nem sempre estão preparados para compreender ou filtrar. E boa parte desse impacto vem das redes sociais.

Um caso recente que ganhou repercussão internacional envolve famílias italianas que decidiram processar o Facebook, Instagram e TikTok. A acusação: permitir que menores de 14 anos criem perfis livremente e sejam expostos a algoritmos que estimulam o vício e afetam diretamente a saúde mental. Segundo os autores da ação, mais de 3 milhões de contas ativas pertencem a crianças abaixo da idade mínima permitida.

A iniciativa exige que as empresas reforcem a verificação de idade e eliminem mecanismos de manipulação comportamental. Em resposta, a Meta — dona do Facebook e Instagram — afirmou que já adota medidas de segurança (Meio/Reuters). Ainda assim, essa não é uma situação isolada: há uma onda de processos semelhantes em vários países, refletindo uma preocupação global sobre o impacto das plataformas na formação psicológica dos mais jovens.

Especialistas alertam que a superexposição ao conteúdo digital pode aumentar quadros de ansiedade, depressão e distorções de autoimagem, além de reduzir o convívio social e afetar a qualidade do sono. No Brasil, embora as regras também prevejam idade mínima para acesso, o controle ainda depende, em grande parte, da atenção e dos limites estabelecidos pelas famílias e responsáveis.

A recomendação dos psicólogos e educadores é clara: acompanhar de perto o que as crianças consomem online, estabelecer horários de uso, incentivar conversas abertas sobre o que veem e sentem e, sempre que possível, priorizar atividades no “mundo real” que fortaleçam vínculos, autoestima e senso crítico.

Cuidar da saúde mental na infância e adolescência é um investimento no presente e no futuro. A internet pode ser uma aliada no aprendizado e na criatividade, desde que usada com segurança, responsabilidade e, principalmente, com orientação.

Claudia Eleonora

Claudia Eleonora

Cláudia Eleonora Ribeiro Alves é campista. Tem formação acadêmica em publicidade e propaganda e jornalismo. Já atuou em emissoras do sistema Globo, como repórter e apresentadora. Na Rede Record ocupou os cargos de repórter , editora de textos, editora-chefe e gerente de jornalismo, com área de cobertura nas regiões norte e noroeste fluminense, região dos lagos e parte da região serrana. Atualmente está à frente da revista ‘Plataforma - Guia de Negócios’ que apresenta caminhos estratégicos para o desenvolvimento econômico do interior do Rio de Janeiro. Também atua no projeto Elevador Social (@elevadorsocial_) de promoção de justiça social na busca por equidade no mercado de trabalho para a população negra.

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