Ministro do STF Alexandre de Moraes decretou prisão preventiva diante de indícios de plano de fuga e após convocação de vigília pelo senador Flávio Bolsonaro em frente a condomínio.O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente neste sábado (22/11). A Polícia Federal foi à sua casa, em Brasília, e o levou para uma sala na Superintendência reservada para autoridades.
Em nota oficial, a PF informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não se trata do cumprimento de pena, mas uma medida cautelar.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após a derrota na eleição de 2022, que culminou na depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 . Seu processo está na reta final –a Primeira Turma do STF rejeitou os últimos embargos de declaração, e a fase de recursos está se encerrando.
Ele estava em prisão domiciliar. Segundo investigadores, ele foi preso preventivamente para garantia da ordem pública.
A decisão ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro ter convocado uma vigília de orações na frente do condomínio onde mora o ex-presidente, que é seu pai, o que poderia dificultar uma eventual prisão nos próximos dias. Não há prazo definido para a prisão preventiva.
Risco de fuga
No pedido de prisão preventiva, o ministro do STF Alexandre de Moraes , que é relator do processo, cita “risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública” e afirma que a PF detectou a intenção do ex-presidente de romper a tornozeleira eletrônica, por volta da meia-noite de sexta para sábado.
Para o ministro, o movimento de Flávio Bolsonaro de atrair apoiadores para a frente do condomínio do ex-presidente poderia facilitar uma possível fuga.
Os posts de Flávio “evidenciam a possibilidade concreta de que a vigília convocada ganhe grande dimensão, com a concentração de centenas de adeptos do expresidente nas imediações de sua residência, estendendo-se por muitos dias, de forma semelhante às manifestações estimuladas pela organização criminosa nas imediações de instalações militares, especialmente no final do ano de 2022, com efeitos, desdobramentos e consequências imprevisíveis”, diz a petição.
Na decisão, o ministro destaca que o condomínio fica a cerca de 13 quilômetros da Embaixada dos Estados Unidos , e que seriam necessários apenas 15 minutos para o ex-presidente chegar ao local. O deputado Eduardo Bolsonaro, também filho do ex-presidente, está nos EUA desde fevereiro, pontua o ministro.









