O episódio aconteceu no estabelecimento comercial da irmã da paciente, localizado na área central de Campos. De acordo com relatos da família, a mulher começou a passar mal subitamente. Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que ela aparece caída no chão, cercada por funcionários e clientes que tentavam ajudá-la. Em determinados trechos das imagens, é possível observar a paciente se debatendo, o que, segundo os parentes, indica que ela teria sofrido uma convulsão e batido a cabeça.
A principal queixa da família reside na conduta da equipe do Samu após a avaliação inicial. Mesmo com o quadro clínico persistente, os socorristas teriam informado que não realizariam o transporte para o hospital.
“Ansiedade e depressão são doenças. Muitas vezes tratam como se fosse exagero. Minha irmã teve várias crises e chegou a bater a cabeça. Falta empatia”, desabafou a irmã da paciente.
Diante da negativa de transporte pela ambulância oficial, a própria família teve que assumir a responsabilidade e levar a mulher por meios próprios para um hospital, uma vez que ela continuava apresentando sintomas graves.
O Samu na região é gerido pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf). A reportagem entrou em contato com o órgão para questionar os critérios utilizados no atendimento e se haverá uma apuração interna sobre a conduta da equipe envolvida.
Até o fechamento desta edição, o Consórcio não havia enviado uma resposta oficial sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações.