O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, participou nesta quarta-feira do programa “A Voz de Campos”, da Rede Aurora. Durante a sabatina conduzida por Luciano Freitas – que é pré-candidato a deputado federal -,Witzel classificou seu afastamento do cargo como um “julgamento político criminoso” e apresentou as diretrizes do que chama de seu projeto de retomada para o estado em 2026.
Logo no início da entrevista, Witzel foi questionado sobre as razões de sua cassação. Ele defendeu que foi vítima de um sistema político incomodado com sua gestão técnica e com a concessão da CEDAE. “Me tiraram para roubar o dinheiro da CEDAE”, afirmou. O ex-juiz federal destacou que não possui condenações na justiça comum e que os processos que fundamentaram seu afastamento foram anulados ou carecem de provas de desvio de dinheiro.
A segurança foi o tema central da conversa. Witzel disse que é necessário colocar 10 mil policiais nas ruas e realizar concursos para todas as forças de segurança.
Para a saúde, o pré-candidato aposta na telemedicina como forma de reduzir filas e descentralizar o atendimento, propondo a criação de estruturas móveis (carretas e consultórios em contêineres) nos municípios.
No âmbito econômico, Witzel planeja fortalecer a AG Rio e criar um Banco de Desenvolvimento do Estado para oferecer linhas de crédito com juros baixos (abaixo de 10% ao ano). Um dos públicos-alvo seriam os motoboys, visando facilitar a aquisição de motocicletas elétricas e a criação de pontos de apoio e abastecimento.
Respondendo a perguntas dos ouvintes, o ex-governador comprometeu-se com uma recomposição salarial de 10% para o funcionalismo público logo no primeiro ano de mandato (2027). No campo das alianças, declarou-se como um político de direita e manifestou apoio a uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.
Witzel encerrou a participação com uma mensagem religiosa, afirmando que sua missão de governar o Rio de Janeiro é guiada por seus princípios cristãos e que espera a “resposta nas urnas” contra o que chama de “velha política” fluminense.









