Os funcionários da Caixa Econômica Federal em Campos e região decidiram aderir à greve nacional da categoria, que começa nesta quinta-feira (10) e será por tempo indeterminado. A decisão ocorreu após a proposta apresentada nas negociações trabalhistas ser rejeitada pelos empregados em diversas bases sindicais do país.
A paralisação foi aprovada em 93 bases sindicais durante assembleias realizadas no início de setembro. Entre os principais pontos de insatisfação dos trabalhadores está a situação do plano de saúde, especialmente os impactos dos reajustes sobre os salários dos empregados da instituição.
Em Campos, o Sindicato dos Bancários já havia alertado que a data-base da categoria seria em 31 de agosto e que a falta de um acordo poderia levar à paralisação. Segundo a entidade, a proposta também foi rejeitada pelos trabalhadores da Caixa na região.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, Rafanele Alves Pereira, afirmou que a questão envolvendo o plano de saúde é uma das principais reivindicações dos empregados. Segundo ele, os custos do benefício têm pressionado a remuneração dos trabalhadores.
A situação da Caixa é diferente da registrada entre os funcionários dos bancos privados, que aprovaram a renovação dos acordos coletivos. Na base de Campos e região, os empregados do Banco do Brasil também aprovaram a proposta apresentada.
Uma nova rodada de negociação entre a Caixa e os representantes dos trabalhadores foi marcada para esta quarta-feira (9). O resultado dessa reunião poderá influenciar os próximos passos da mobilização, enquanto o sindicato informou que continuará comunicando a população sobre os desdobramentos da greve.
Em nível nacional, a paralisação foi definida após a rejeição da proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa pela maioria das bases sindicais. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) confirmou que o movimento terá início nesta quinta-feira e não tem prazo determinado para terminar.









