A livraria Ao Livro Verde, que está com as portas fechadas desde o ano retrasado, completa nesta sexta-feira (13) 181 anos de fundação. Desta forma, tendo como objetivo a reabertura do estabelecimento comercial, foi criado pela Associação de Amigos de Ao Livro Verde, a ASALVE, a criação de um grupo de trabalho executivo, composto por representantes da Prefeitura de Campos e instituições civis e culturais.
A ação, que conta com a participação do prefeito de Campos e da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Cruz, já tem como conclusões aprovadas a transformação da livraria em Centro de Memória Ao Livro Verde.
De acordo com a ASALVE, a Campanha SOS Ao Livro Verde, iniciada em 2023 pela sociedade civil campista – com o apoio oficial de mais de 60 instituições inter setoriais municipais, regionais, estaduais e nacionais, além de abaixo assinado com mais de 2200 signatários, já atingiu muitos resultados concretos, avanços e conquistas, inclusive com apoio declarado também dos poderes executivo e legislativo.
Empresa tinha dívida superior a R$ 1,8 milhão
Uma dívida calculada em R$ 1.886.264,91 contra um ativo de total R$ 735.808,55 incluindo estoque de mercadorias, saldo de caixa, saldo em conta bancária e recebíveis de cartão de crédito, levou
a livraria mais antiga do Brasil, a Ao Livro Verde a falência. Nesta segunda-feira (13) a loja não mais abriu suas portas.
Em atividade há 179 anos, a empresa enfrentava graves problemas financeiros, tanto que em junho deste ano a direção deu entrada num pedido de autofalência por conta da dívida. O pedido de autofalência acabou sendo aceito pela 5ª Vara Cível da Comarca de Campos.
Para tentar salvar a empresa, um grupo de intelectuais da cidade formado por historiadores, jornalistas, empresários, escritores e políticos criaram a campanha SOS Ao Livro Verde. A Câmara dos Vereadores chegou a propor uma desapropriação do imóvel e a criação da Casa de Cultura Ao Livro Verde. Mas nenhuma das iniciativas deu certo.
Tudo começou em 13 de junho de 1844, uma quinta-feira, dia em que a Ao Livro Verde abriu suas portas, na Rua da Quitanda, 22, inaugurada pelo português José Vaz Correia Coimbra. Passados 170 anos, a livraria mais antiga do país segue no mesmo ponto, mas a rua mudou de nome, agora é a Governador Theotônio Ferreira de Araújo, 66.









