O corpo de Hélio Coelho foi sepultado na manhã desta sexta-feira (30), no cemitério do Caju, em Campos.
Nota de pesar da Câmara de Vereadores de Campos:
“Com pesar, a Câmara Municipal de Campos, em nome dos 25 vereadores e servidores, informa a morte do ex-presidente da Casa, Hélio de Freitas Coelho, aos 75 anos. O falecimento ocorreu na manhã desta quinta-feira (29), em Campos dos Goytacazes.
Hélio de Freitas Coelho foi presidente da Câmara no biênio de 1977 e 1978, durante o governo do prefeito Dr. Raul David Linhares. Campista, nascido no distrito de Mussurepe, além da carreira política, ele ainda era escritor, professor, historiador e membro da Academia Campista de Letras.
O velório foi no foyer do Palácio Nilo Peçanha e sepultamento aconteceu às 11h30 desta sexta-feira (30), no cemitério do Caju”.
Entenda:
Hoje, Campos dos Goytacazes acordou em luto. Envolta em uma atmosfera de tristeza e melancolia. As entrelinhas da cidade antes repletas de vida e alegria agora pareciam vazias, como se o brilho tivesse se dissipado com a notícia devastadora que paira sobre por todos os jornais: o escritor campista Hélio Coelho havia partido deste mundo.
Hélio, um homem de alma sensível e palavras poderosas, tinha o dom de nos transportar para outros mundos por meio de suas poesias. A cada página, fomos levados a mergulhar em suas profundas reflexões sobre a vida, a natureza e a própria condição humana.
Sua partida repentina deixou um imenso vazio na comunidade literária. Não apenas como um mestre das palavras, mas também como um amigo e confidente . Hélio era conhecido por sua generosidade e humildade e inventividade sempre disposto a compartilhar seus conhecimentos e experiências com os aspirantes a escritores que buscavam seu conselho.
“Creio ser oportuno lembrar que para cuidarmos bem da Língua, é preciso implementar políticas de apoio e incentivo à publicação e distribuição de livros.” Disse Hélio em entrevista.
Hélio era uma figura icônica. Sua presença era sentida em cada café literário, apresentação, sala, posse, lançamento e o que fosse.
Ele se tornou parte do tecido cultural dessa cidade, deixando uma marca indelével em cada coração que teve o privilégio de conhecê-lo.
Sua morte representa uma perda irreparável para a arte, literatura e para todos aqueles que encontraram consolo e inspiração em suas obras, cantorias e palavras
Enquanto lamentamos a partida desse grande escritor, nos consolamos na certeza de que sua voz permanecerá viva em suas obras imortais, ecoando seu legado em nossos corações.
Sua ausência será sentida, mas sua memória será honrada para sempre.
“…Aí então o rito
Retiro os óculos escuros
E grito: é um absurdo
Proteger meus olhos
Dessa luminosa e rara
Beleza escancarada
Do Pontal de Atafona!…” -Hélio Coelho
Veja:
O professor Hélio de Freitas Coelho, o Helinho, como era conhecido, faleceu na manhã desta quinta-feira (29), aos 75 anos. De acordo com familiares, ele passou mal em casa e morreu. Helinho era advogado, historiador, escritor, violinista, cantor, professor aposentado da UFF-Campos. Polivalente, também foi presidente da Academia Campista de Letras (ACL). Foi também político e ex-vereador. Seu corpo será velado na Câmara Municipal de Campos. Com pesar, a academia de letras decreta 7 dias de luto oficial.
Helinho deixa quatro filhos, uma enteada, três netos e viúva a sua companheira Rérica Seabra.
Matéria: Ana Souza









