Os recentes desdobramentos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e vazamentos de investigações repercutiram diretamente na cena política de Campos. O ex-prefeito Wladimir Garotinho e o ex-presidente da Câmara Municipal, vereador Marquinho Bacellar, tornaram públicas suas visões sobre a atuação dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes no contexto das apurações do caso Banco Master.
De um lado, Wladimir Garotinho usou suas redes sociais para prestar apoio publicamente ao ministro André Mendonça. A manifestação ocorreu após virem à tona reportagens sobre a relação de integrantes da Corte com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em sua declaração, Wladimir classificou Mendonça como “um homem de bem” e expressou o receio de que o magistrado venha a sofrer perseguições no ambiente do Judiciário por tentar fazer o certo frente às pressões dos bastidores de Brasília.
Por outro lado, o tom do presidente da Casa Legislativa, Marquinho Bacellar, direcionou-se para a condução de processos por parte do ministro Alexandre de Moraes. Durante sessão na Câmara Municipal, ao comentar os vazamentos do caso, o vereador questionou o rigor e as assimetrias das decisões da Suprema Corte. Marquinho aproveitou o debate para denunciar a situação de seu irmão, o deputado estadual Rodrigo Bacellar, ressaltando que ele permanece sem direito a visitas desde sua transferência para a Penitenciária Federal de Mossoró, em julho, por determinação do magistrado.
As manifestações revelam percepções semelhantes das lideranças campistas sobre o STF. Entretanto, enquanto a avaliação do prefeito se concentra na defesa de André Mendonça e no receio de retaliações institucionais, o vereador contesta a condução de Alexandre de Moraes, evidenciando o impacto humano e político das medidas restritivas adotadas pelo ministro contra seu familiar. Ambos criticam a forma como Moraes conduz o cargo no STF.










