O deputado Thiago Rangel renunciou ao mandato de deputado estadual de forma irrevogável. A carta de renúncia foi lida na sessão da Alerj desta quarta-feira (12). Rangel está preso desde maio, em uma das fases da operação Unha e Carne.
O afastamento de Thiago Rangel ocorreu em cumprimento a uma decisão cautelar referendada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar foi preso no início daquele mês durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, que investiga fraudes em contratos de obras e serviços na rede estadual de ensino. Segundo os investigadores, Rangel é apontado como o líder de uma organização criminosa envolvida em desvio de verbas públicas da Educação, lavagem de dinheiro por meio de empresas e postos de combustíveis, além de operação de caixa dois eleitoral.
Recentemente, as investigações revelaram mensagens e áudios que mostram o deputado afastado dando ordens diretas na estrutura da Secretaria Estadual de Educação e negociando cargos públicos para aliados políticos e pessoas ligadas ao traficante Arídio Machado da Silva Júnior. Além disso, documentos apontam que um diretor de uma escola estadual denunciou ter sofrido pressões para liberar duzentos mil reais da conta da instituição de ensino para a campanha eleitoral de Thamires Rangel, filha do deputado
Em maio, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) convocou oficialmente o suplente Wellington José, do União Brasil, para assumir o mandato de deputado estadual em substituição a Thiago Rangel, do Avante. A medida foi publicada no Diário Oficial do Legislativo e tem como objetivo restabelecer o quórum completo do plenário, que conta com 70 parlamentares.









