A vereadora mais jovem do Brasil eleita em Campos, Thamires Rangel (PMB), volta à Câmara de Vereadores nesta terça-feira (12). A publicação no Diário Oficial que oficializou o retorno da parlamentar, que detém também o título de única mulher eleita no último pleito municipal, foi feita hoje. Ela reassume o mandato após ser exonerada do cargo de subsecretária estadual do Ambiente e Sustentabilidade. Esse movimento administrativo interrompe a atuação do suplente Rogerão, que agora retorna à sua posição original, mas ocorre sob uma pesada atmosfera de crise que atinge o núcleo central de sua base política.
A reassunção do cargo coincide com um desdobramento crítico na esfera judicial: a prisão do pai, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), pela Polícia Federal. A ação fez parte da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de caixa dois envolvendo contratos públicos na área da Educação estadual. De acordo com as investigações, cerca de R$ 2,9 milhões teriam sido movimentados de forma irregular. A decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes sugere que esses recursos, originados de corrupção e direcionamento de contratos, foram utilizados para o financiamento ilícito de campanhas eleitorais do grupo, incluindo a da própria Thamires.
Diante da gravidade das acusações, a vereadora se manifestou por meio de nota oficial, negando veementemente qualquer irregularidade no financiamento de sua campanha. Embora as evidências colhidas pela PF apontem para uma estrutura financeira montada para sustentar candidaturas ligadas à sua família, Thamires mantém sua estratégia de defesa e retoma suas funções legislativas. Agora, a única voz feminina na Câmara de Campos se vê no centro de um dos maiores escândalos de corrupção eleitoral da região, enfrentando o desafio de exercer seu mandato sob o intenso escrutínio da Justiça e da opinião pública.









