A troca de farpas no cenário político de Campos ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (27). Convidado do programa Folha no Ar, da Rádio Folha FM, o ex-vereador e ex-presidente da Codemca, Thiago Virgílio, utilizou o mesmo microfone para responder às declarações do deputado federal eleito Wladimir Garotinho, que na semana passada havia manifestado decepção ao ver o aliado dividindo material de campanha com concorrentes.
Sem esquivar-se da controvérsia, Virgílio sustentou que o compartilhamento de santinhos entre diferentes postulantes é um recurso habitual na prática eleitoral. Para ilustrar a tese, lembrou que o próprio Wladimir figurou em panfletos ao lado de nomes como Rosenverg Reis na disputa por uma vaga na Alerj. O ex-vereador salientou que, a despeito de pactos que teriam sido descumpridos por Wladimir ao longo do processo, absteve-se de fazer acusações levianas contra o parlamentar.
O desabafo, no entanto, avançou sobre a gestão da máquina política local. Virgílio resgatou o período em que Wladimir comandou a Prefeitura de Campos para questionar a desproporção na partilha de suporte partidário: segundo relatou, a infraestrutura do grupo foi canalizada em 80% para a campanha de Bruno Dauaire, restando apenas 20% para o seu projeto proporcional.
Ao classificar a divisão de forças como abertamente desfavorável, o ex-dirigente da Codemca reforçou o recado “traidor eu não sou”, sinalizando que o colapso na aliança não pode ser atribuído unilateralmente a ele sem considerar o histórico de assimetrias do grupo.









