A vereadora Thamires Rangel negou, categoricamente, o recebimento de qualquer valor irregular e assegurou que todas as doações de sua campanha, em 2024, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, em resposta às investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de caixa dois no Rio de Janeiro. As apurações ganharam força após a descoberta de um vídeo no celular do deputado estadual Thiago Rangel, pai da vereadora, que mostra uma mala com R$ 500 mil em espécie. Segundo as autoridades, o material integra uma análise mais ampla de áudios e mensagens atribuídos a Luís Fernando Passos de Souza, suspeito de atuar como operador financeiro do parlamentar, com menções diretas a expectativas de desempenho eleitoral em Campos.
Os investigadores apontam que os R$ 500 mil seriam, supostamente, para financiar candidaturas aliadas no pleito municipal de 2024. O objetivo principal do repasse seria a campanha de reeleição de Thamires. Essa linha de investigação se desdobrou a partir da prisão de Thiago Rangel no início do mês, alvo de uma operação da Polícia Federal que apura fraudes, direcionamento de licitações e superfaturamento em reformas de escolas públicas estaduais.
Além do posicionamento da vereadora, a defesa do deputado Thiago Rangel também se manifestou, reiterando a inocência de seu cliente e rechaçando tanto a existência de repasses ilícitos quanto a atuação de um operador financeiro. O suposto operador financeiro, Luís Fernando Passos de Souza, não foi localizado para comentar o caso.









